Petróleo abre a semana em queda com trégua nos ataques entre EUA e Irã
Petróleo cai com pausa em ataques EUA-Irã

O petróleo abriu a semana em queda acentuada, refletindo a pausa nos ataques entre os Estados Unidos e o Irã que havia elevado os preços nas semanas anteriores. O barril do Brent, referência internacional, recuou 1,8%, cotado a US$ 80,50 no início dos negócios em Londres. O WTI, de referência americana, caiu 1,9%, para US$ 76,30.

Trégua temporária alivia tensões geopolíticas

O mercado acompanha a decisão de ambos os países de interromperem as hostilidades diretas, após uma série de ataques a instalações petrolíferas no Oriente Médio. Embora a trégua seja frágil, ela reduz o risco imediato de interrupção no fluxo de petróleo do Golfo Pérsico. Segundo analistas do Goldman Sachs, “a pausa nos ataques retira parte do prêmio de risco que estava embutido nos preços”.

Impacto nos estoques e perspectivas

A redução das tensões ocorre em meio a dados mais fracos da economia global, que pressionam a demanda por combustíveis. A Agência Internacional de Energia (AIE) reduziu sua projeção de crescimento da demanda para 2026 em 200 mil barris por dia, citando a desaceleração na China e na Europa. Com isso, o mercado volta a focar nos fundamentos de oferta e demanda, que já apontam para um leve superávit no segundo semestre.

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Reação dos investidores

Os fundos de hedge reduziram suas posições compradas em petróleo na última semana, conforme relatório da CFTC. O número de contratos futuros líquidos comprados no WTI caiu 12%, o maior declínio em três meses. “Os investidores estão retirando apostas de alta à medida que o risco geopolítico se dissipa”, afirmou Ole Hansen, chefe de estratégia de commodities do Saxo Bank.

Cenário incerto ainda preocupa

Apesar da trégua, analistas alertam que a situação pode reverter a qualquer momento. O Irã mantém a capacidade de bloquear o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Qualquer nova escalada pode disparar os preços novamente. Por enquanto, a calma predomina e o petróleo segue ajustando-se a um realinhamento de riscos.

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