Os contratos futuros de minério de ferro encerraram a terça-feira em queda pelo terceiro pregão consecutivo na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE), na China, pressionados pela continuidade das manutenções em usinas siderúrgicas, que permanecem fechadas após notificações de restrição à produção. Por outro lado, uma retração nos embarques globais da commodity ajudou a conter perdas mais acentuadas.
Desempenho dos contratos e impacto das manutenções
O contrato mais negociado para setembro na DCE fechou o pregão diurno com queda de 0,2%, cotado a 741 iuanes (equivalente a US$ 109,49) por tonelada. Com isso, acumulou uma perda de aproximadamente 0,74% ao longo dos três últimos dias de negociação. Já a referência para agosto na Bolsa de Cingapura registrou leve alta de 0,08%, para US$ 97,75 por tonelada.
Uma pesquisa realizada pela consultoria Mysteel com 23 empresas siderúrgicas selecionadas no centro siderúrgico chinês de Tangshan revelou que, até 27 de julho, 23 altos-fornos estavam em manutenção. Essas restrições à produção em Tangshan afetaram negativamente a demanda por matérias-primas, segundo analistas da corretora chinesa GF Futures em uma nota divulgada na terça-feira.
Cortes nos preços do coque e produção de aço
Algumas siderúrgicas nas províncias de Hebei e Tianjin anunciaram, na segunda-feira, uma segunda rodada de cortes nos preços do coque, com redução adicional de 50 a 55 iuanes por tonelada, conforme informações da Mysteel. A produção de aço bruto das principais empresas siderúrgicas chinesas caiu 0,4% em meados de julho em relação ao período de dez dias anteriores, totalizando 20,15 milhões de toneladas, de acordo com dados divulgados no sábado pela Associação Chinesa de Ferro e Aço.
Queda nos embarques globais limita perdas
Apesar das pressões domésticas, uma redução nos embarques globais de minério de ferro ajudou a limitar as quedas nos preços. Os embarques globais totalizaram 30,85 milhões de toneladas na semana encerrada em 26 de julho, 2,16 milhões de toneladas a menos que na semana anterior. Especificamente, as exportações da Austrália e do Brasil caíram 2,06 milhões de toneladas, segundo dados da Mysteel.
Analistas apontam que a combinação de restrições à produção na China e a desaceleração nos embarques globais deve continuar influenciando o mercado nos próximos dias, com investidores atentos a novas notificações de políticas ambientais e à evolução da demanda das siderúrgicas chinesas.



