O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta manhã que 'não cabe falar em retaliação' em relação às tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A afirmação foi feita a jornalistas, durante avaliação do cenário comercial entre os dois países.
Análise cautelosa de reciprocidade
Durigan explicou que o governo brasileiro está avaliando 'com cautela' eventual processo de reciprocidade, sem tomar medidas imediatas. 'Estamos analisando todos os cenários possíveis, mas não vamos precipitar ações que possam prejudicar a economia', disse o ministro.
Os Estados Unidos impuseram uma tarifa de 25% sobre diversos produtos brasileiros, afetando setores importantes como siderurgia, alumínio e café. A medida foi anunciada na semana passada e gerou reações no Congresso Nacional, que aprovou dispositivos de proteção à indústria nacional.
Congresso aprova medidas, mas governo freia retaliação
Apesar da aprovação de medidas de proteção no Legislativo, Durigan descartou retaliações imediatas. 'O que o Congresso fez foi criar instrumentos, mas a aplicação depende de análise técnica e impacto econômico', ponderou.
O ministro enfatizou que a prioridade é manter a estabilidade econômica e o diálogo com empresários e setores afetados. 'Vamos conversar com todos os envolvidos antes de qualquer decisão', acrescentou.
Impacto nas exportações brasileiras
As tarifas americanas atingem cerca de 30% das exportações brasileiras para os EUA, que somaram US$ 35 bilhões em 2025. Setores como aço, ferro, alumínio e café são os mais impactados. Especialistas estimam que a medida pode reduzir em até R$ 5 bilhões as receitas de exportação do Brasil neste ano.
Durigan não descartou a possibilidade de recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC), mas disse que a prioridade é o diálogo bilateral. 'Vamos buscar soluções negociadas antes de qualquer ação legal', concluiu.



