Ministro descarta recessão em 2027 e prevê boom com queda de juros
Ministro descarta recessão em 2027 e prevê boom

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira que não existe a possibilidade de o Brasil ter uma recessão em 2027. Em entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco, o ministro declarou ainda que o país verá um boom econômico se a taxa de juros cair. A declaração ocorre em um momento de incertezas sobre o rumo da política monetária e do crescimento do país.

Declaração do ministro

Durigan foi categórico ao descartar uma recessão para 2027. Segundo ele, falar nesse cenário é exagero e parece tentar forçar a barra em ano eleitoral. O ministro não apresentou dados específicos, mas baseou sua afirmação em projeções internas da equipe econômica. A fala busca tranquilizar investidores e a população sobre a saúde fiscal do país.

A possibilidade de queda da taxa de juros é apontada como o principal motor para o boom econômico. Durigan destacou que a redução dos juros básicos, atualmente em 13,75% ao ano, poderia estimular o crédito e o consumo, impulsionando o PIB. No entanto, ele não detalhou prazos ou percentuais esperados.

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Cenário econômico atual

O Brasil vive um momento de desaceleração, com inflação elevada e juros altos. O mercado financeiro projeta crescimento modesto para os próximos anos, e alguns analistas já mencionam riscos de recessão em 2027, especialmente devido ao calendário eleitoral. A fala de Durigan visa contrapor essas visões pessimistas.

A equipe econômica do governo tem trabalhado para aprovar reformas estruturais, como a tributária, além de manter o controle fiscal. Durigan ressaltou que, com a aprovação das reformas e a queda dos juros, o Brasil pode atingir um crescimento robusto até 2027, ano que antecede as eleições presidenciais.

Repercussão política

A declaração do ministro ocorre em um contexto de disputa política. O ano de 2027 será pré-eleitoral, e o governo busca evitar narrativas de crise econômica. Durigan classificou os prognósticos de recessão como tentativas de desestabilizar o governo. Ele pediu que a oposição apresente propostas em vez de fazer previsões negativas.

Especialistas ouvidos pela Reuters divergem sobre a possibilidade de recessão. Alguns apontam que a dívida pública elevada e a rigidez orçamentária podem limitar o crescimento, mesmo com juros menores. Outros veem espaço para expansão, especialmente se houver avanços na agenda de reformas.

O Ministério da Fazenda deve divulgar em breve novas projeções oficiais para o PIB, que deverão servir de base para o debate. Até lá, a fala de Durigan reforça a confiança do governo na recuperação econômica.

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