A emblemática Villa Certosa, propriedade do ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi localizada na Sardenha, foi vendida por aproximadamente R$ 2 bilhões à família real do Catar. A transação envolve um veículo de investimento ligado à dinastia Al Thani, que governa o país do Oriente Médio há 150 anos. A venda marca o fim de uma era para a mansão, que ficou mundialmente conhecida pelas festas "bunga-bunga" e por sediar encontros diplomáticos de alto nível.
Detalhes da venda
De acordo com fontes próximas à negociação, o valor final da compra foi de cerca de 550 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 2 bilhões. A propriedade, que se estende por 120 hectares de costa mediterrânea, inclui uma villa principal, várias casas de hóspedes, piscinas, um anfiteatro e um porto privado. A venda foi conduzida por meio de um fundo de investimento controlado pela família real catariana, que já possui outras propriedades de luxo na Europa.
Legado de controvérsias
Villa Certosa tornou-se sinônimo dos escândalos que marcaram a vida de Berlusconi, falecido em 2023. As chamadas festas "bunga-bunga" — expressão cunhada pela imprensa italiana — envolviam modelos e jovens mulheres, gerando processos judiciais e enorme repercussão midiática. No entanto, a propriedade também foi palco de encontros diplomáticos importantes, como reuniões com líderes mundiais e cúpulas informais. "Era um lugar de poder e prazer, um símbolo do estilo de vida de Berlusconi", afirmou um historiador italiano ouvido pela AFP.
Impacto na herança de Berlusconi
A venda reorganiza o espólio do ex-premiê, que deixou uma fortuna avaliada em bilhões de euros. Parte dos recursos será destinada aos herdeiros, enquanto outra parcela deve ser utilizada para quitar dívidas e impostos. A família real do Catar, por sua vez, amplia seu portfólio imobiliário na Itália, onde já possui hotéis e residências de luxo. A transação foi concluída em sigilo, mas confirmada por representantes de ambas as partes no último fim de semana.



