O presidente Luiz Inácio Lula da Silva traça uma estratégia cuidadosa para a cúpula do G7, que ocorrerá na França, onde pode encontrar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Convidado pelo governo francês, o brasileiro deve marcar posição contra o novo tarifaço americano, mas até o momento não há pedido formal de reunião bilateral com Trump.
Tom diplomático e posição contra tarifas
Lula deve adotar um tom diplomático durante o encontro, dado o caráter da cúpula. A expectativa é que ele reforce a oposição do Brasil às tarifas impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros, especialmente no setor siderúrgico e agrícola. Apesar das tensões comerciais, o presidente busca manter o diálogo com outros líderes mundiais, como o presidente francês Emmanuel Macron.
Diálogo com Macron e União Europeia
Além da questão das tarifas, Lula pretende discutir com Macron a decisão da União Europeia sobre a importação de carnes brasileiras. O Brasil tem interesse em reverter restrições que afetam o agronegócio nacional. A reunião com o líder francês é vista como prioritária para avançar em acordos comerciais e ambientais.
Sem reunião confirmada com Trump
Embora a possibilidade de um encontro com Trump exista, a agenda oficial ainda não prevê uma reunião bilateral. Assessores do Planalto informaram que não houve solicitação nesse sentido, mas a equipe brasileira está preparada para qualquer eventualidade. A estratégia de Lula é evitar confrontos diretos e focar em negociações multilaterais.
A participação do Brasil no G7 reforça o protagonismo internacional do país, que busca equilibrar relações com potências econômicas. A cúpula será uma oportunidade para Lula defender os interesses nacionais sem abrir mão do diálogo diplomático.



