Governo Lula adia negociação de tarifaço dos EUA para após eleições
Lula adia negociação de tarifaço dos EUA para pós-eleições

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que o tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros imposto pelos Estados Unidos só será negociado após as eleições presidenciais, caso a taxa seja confirmada pelo governo americano. A decisão dos EUA pode ser tomada a partir desta quarta-feira, 15 de julho de 2026.

Contexto da medida americana

A imposição da tarifa de 25% sobre itens como aço, alumínio e etanol brasileiro é uma ameaça do presidente americano, que critica as práticas comerciais do Brasil, especialmente a manutenção do Pix e a tarifa sobre o etanol dos EUA. O governo brasileiro defende a soberania digital e a proteção da indústria nacional.

Estratégia de negociação do governo Lula

Segundo fontes do Palácio do Planalto, a estratégia é aguardar o resultado das eleições, que ocorrem em outubro, para iniciar conversas formais. A avaliação é que o cenário político pode influenciar a disposição dos EUA em negociar. Lula e seu principal adversário, Flavio Bolsonaro, têm abordagens comerciais distintas: Lula defende maior integração com o Mercosul e a China, enquanto Bolsonaro prega alinhamento total com Washington.

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“O governo entende que qualquer negociação agora seria prematura e poderia ser vista como fraqueza. Preferimos esperar o pleito e, se reeleitos, sentar à mesa com mais força”, afirmou um assessor presidencial sob anonimato.

Impactos econômicos e reações

O tarifaço pode afetar exportações brasileiras no valor de bilhões de dólares. Em 2025, o Brasil exportou US$ 12 bilhões em aço e alumínio para os EUA. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) calcula que a medida pode reduzir o PIB brasileiro em até 0,3%.

Enquanto isso, o governo brasileiro mantém a defesa do Pix, sistema de pagamentos instantâneos que os EUA consideram concorrência desleal, e a tarifa de 20% sobre o etanol americano, que protege os produtores nacionais. A decisão final dos EUA deve ser anunciada ainda esta semana, mas o governo Lula já sinaliza que não recuará sem contrapartidas.

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