Lucro da Shell sobe 423% impulsionado por conflito no Oriente Médio
Lucro da Shell sobe 423% com conflito no Oriente Médio

O lucro líquido da Shell atingiu US$ 9,5 bilhões no segundo trimestre de 2026, um aumento de 423% em relação aos US$ 1,8 bilhão registrados no mesmo período de 2025. O resultado foi impulsionado pela escalada dos preços do petróleo, que dispararam com o agravamento do conflito no Oriente Médio.

Cenário geopolítico eleva receitas

A petrolífera anglo-holandesa se beneficiou diretamente da valorização do barril de petróleo, que ultrapassou a marca de US$ 120 durante o trimestre. A instabilidade na região, com ataques a infraestruturas petrolíferas e sanções ampliadas, reduziu a oferta global e elevou os preços a patamares não vistos desde 2022.

“O conflito no Oriente Médio tem sido um fator significativo para o aumento dos preços do petróleo”, afirmou o CEO da Shell, Wael Sawan, em teleconferência com analistas. “Nossa equipe conseguiu capturar esse momento com eficiência operacional e disciplina de custos.”

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Desempenho por divisões

Todas as unidades de negócio da Shell apresentaram crescimento. A divisão de Exploração e Produção (Upstream) registrou lucro de US$ 6,2 bilhões, ante US$ 1,1 bilhão no ano anterior. Já a área de Gás Integrado e Renováveis teve ganhos de US$ 2,8 bilhões, contra US$ 0,9 bilhão.

A unidade de Produtos Químicos e Refino também contribuiu, com margens maiores graças à escassez de derivados no mercado internacional. O fluxo de caixa livre da companhia atingiu US$ 12,3 bilhões, permitindo aumento da recompra de ações e dividendos.

Impacto para acionistas e perspectivas

A Shell anunciou um programa adicional de recompra de ações de US$ 3,5 bilhões e elevou o dividendo trimestral em 15%. “Estamos comprometidos em retornar valor aos acionistas, mantendo ao mesmo tempo investimentos em transição energética”, completou Sawan.

As ações da Shell subiram 4,2% na Bolsa de Londres após o anúncio. A empresa reiterou sua meta de reduzir emissões líquidas até 2050, mas reconheceu que o cenário atual favorece investimentos em petróleo e gás no curto prazo.

Para o restante de 2026, a Shell projeta produção estável, com leve aumento na capacidade de refino. A empresa também monitora possíveis sanções adicionais contra países produtores do Oriente Médio.

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