IPCA-15 sobe 0,06% em julho, abaixo das expectativas do mercado
IPCA-15 sobe 0,06% em julho, abaixo do esperado

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, registrou alta de 0,06% em julho, conforme divulgação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo da mediana das expectativas do mercado financeiro, que projetava avanço de 0,10%.

Resultado surpreende analistas

A variação mensal de 0,06% representa uma desaceleração em relação ao mês anterior, quando o índice havia subido 0,21%. No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 passou a acumular alta de 4,45%, ante 4,48% no período anterior. O número reforça a percepção de que a inflação brasileira segue em trajetória de moderação, embora ainda pressionada por itens como alimentação e transportes.

Segundo o IBGE, os principais impactos vieram do grupo Alimentação e Bebidas, que subiu 0,32%, e Transportes, com alta de 0,27%. Por outro lado, o grupo Habitação registrou queda de 0,16%, puxada pela redução nas tarifas de energia elétrica residencial.

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Implicações para a política monetária

O resultado do IPCA-15 é acompanhado de perto pelo Banco Central, que utiliza a prévia como um dos balizadores para definir a taxa básica de juros (Selic). Com a inflação abaixo do esperado, analistas avaliam que o Copom pode manter o ritmo de cortes na Selic, atualmente em 13,75% ao ano. No entanto, a comunicação do BC tem sido cautelosa quanto à velocidade de flexibilização monetária.

“O IPCA-15 veio dentro do esperado pelo nosso time, mas surpreendeu para baixo em relação ao consenso. Isso pode dar mais conforto para o Banco Central continuar o ciclo de cortes, mas não deve acelerar o ritmo, dadas as incertezas fiscais”, afirmou o economista-chefe de uma corretora, que preferiu não ser identificado.

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