A inflação na Argentina registrou 1,9% em junho, abaixo da previsão de 2% dos analistas, marcando o menor nível em dez meses. Este é o terceiro mês consecutivo de desaceleração, após o pico de 3,5% em março, impulsionado pelo choque nos preços de energia.
Dados oficiais e comparação anual
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC), os preços ao consumidor subiram 1,9% em relação a maio. Na comparação anual, a inflação acelerou para 33,5%, ante 32,8% em maio. A inflação subjacente, que exclui alimentos e energia, ficou em 1,6%.
Setores com maiores altas
Os maiores aumentos mensais ocorreram em hortaliças, com alta de 5,2%, e turismo, que subiu 4,8%. Esses setores pressionaram o índice geral, mas o resultado ainda surpreendeu positivamente os economistas.
Impacto político e econômico
A desaceleração é vista como uma vitória para o presidente Javier Milei, que implementou medidas de ajuste fiscal e monetário para conter a inflação crônica do país. Analistas do mercado financeiro destacam que a tendência de queda pode abrir espaço para redução da taxa de juros pelo Banco Central argentino.
Perspectivas futuras
Especialistas consultados pela agência Reuters projetam que a inflação mensal continue abaixo de 2% nos próximos meses, mas alertam para riscos como a volatilidade cambial e possíveis reajustes de tarifas públicas. O governo mantém meta de inflação anual de 25% para 2026, ainda distante do patamar atual.



