Economistas do Itaú Unibanco afirmam que o impacto das novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros será menor do que o esperado inicialmente. A análise considera que a alíquota efetiva aplicada será inferior à prevista e que o Brasil tem conseguido redirecionar suas exportações para outros mercados, minimizando os efeitos negativos sobre a atividade econômica.
Alíquota efetiva mais baixa reduz impacto
De acordo com o relatório do Itaú, a alíquota média efetiva das tarifas americanas sobre o Brasil ficará abaixo das projeções anteriores. Isso ocorre porque diversos produtos brasileiros, como carne e suco de laranja, foram excluídos das novas taxas. Essas exceções reduzem significativamente o custo total para os exportadores nacionais.
Além disso, o Brasil tem diversificado seus destinos de exportação, aumentando as vendas para China, Europa e outros países da América Latina. Esse redirecionamento ajuda a compensar possíveis perdas no mercado americano.
Contexto político nos EUA influencia cenário
Os economistas do Itaú destacam que o contexto político nos Estados Unidos, com eleições próximas e inflação elevada, pode levar a uma postura mais moderada do governo Trump em relação a tarifas. Isso porque medidas muito agressivas poderiam prejudicar a economia americana e gerar desgaste político.
“O impacto deve ser limitado, especialmente porque as tarifas não afetam setores-chave das exportações brasileiras”, afirmou um dos economistas do banco, em nota. A expectativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro sofra um impacto menor do que 0,1 ponto percentual em 2026.
Setores mais afetados e perspectivas
Os setores que ainda enfrentam tarifas mais altas incluem siderurgia e alumínio, mas mesmo nesses casos, o Brasil tem conseguido manter competitividade. A projeção do Itaú é de que as exportações totais brasileiras para os EUA caiam entre 2% e 3% em 2026, bem abaixo dos 10% inicialmente temidos.
Em resumo, a conclusão dos economistas é que o Brasil está mais preparado para lidar com barreiras comerciais do que em anos anteriores, graças à diversificação de mercados e à resiliência de sua pauta exportadora.



