O G7, grupo dos países mais industrializados do mundo, está reunido em Paris e pressiona os líderes das grandes empresas de tecnologia a adotarem medidas mais rigorosas para proteger crianças no ambiente online, especialmente diante do avanço da inteligência artificial (IA). A cúpula, que acontece na França, também debate a dependência da China em minerais críticos e a regulação do setor digital.
Pressão por segurança infantil
Os líderes do G7 cobram das big techs ações concretas para garantir a segurança de crianças e adolescentes na internet. Entre as preocupações estão o uso de algoritmos que podem expor jovens a conteúdos prejudiciais e a falta de transparência sobre como a IA é utilizada em plataformas digitais. A declaração conjunta do grupo deve incluir recomendações para que as empresas implementem sistemas de verificação de idade mais eficazes e limitem o acesso de menores a determinados tipos de conteúdo.
Participação de Lula e críticas à IA
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, participa como convidado do encontro. Em seu discurso, Lula criticou o uso da inteligência artificial para "práticas nefastas" e afirmou que a tecnologia pode ampliar desigualdades se não for regulada adequadamente. Ele defendeu o Pix, sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, como um exemplo de infraestrutura digital pública que promove inclusão financeira. "A IA não pode servir apenas para aumentar lucros, mas sim para melhorar a vida das pessoas", declarou o presidente.
Dependência da China e regulação digital
Outro tema central na cúpula é a redução da dependência ocidental da China em minerais críticos, como terras raras, essenciais para a produção de componentes eletrônicos e baterias. O G7 discute estratégias para diversificar a cadeia de suprimentos e incentivar a produção local. Além disso, há divergências entre os países membros sobre a tributação de serviços digitais e o acesso a tecnologias avançadas, como semicondutores e IA. Enquanto alguns defendem maior cooperação, outros propõem barreiras mais rígidas para proteger a segurança nacional.
A reunião do G7 em Paris segue até sexta-feira, com expectativa de anúncios conjuntos sobre as principais pautas debatidas.



