O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) decidiu manter a taxa de juros básica dos Estados Unidos na faixa entre 3,50% e 3,75% nesta quarta-feira (29), alinhando-se às expectativas da maior parte do mercado financeiro. A votação registrou placar de 9 a 3 a favor da manutenção, com os três dissidentes defendendo um aumento de 0,25 ponto percentual. O cenário era de incerteza excepcional, com um número crescente de autoridades manifestando abertamente preocupação com a inflação, agravado pelo regime de não divulgação de orientação futura adotado pelo chair Kevin Warsh.
Warsh e a postura anti-inflação
Kevin Warsh, que assumiu a presidência do Federal Reserve em maio e conduziu sua segunda reunião de política monetária, afirmou recentemente não ter “nenhuma tolerância” à inflação. A inflação americana permanece acima da meta de 2% do Fed há mais de cinco anos e, até o mês passado, vinha acelerando. Entre os fatores que pressionam os preços estão a guerra liderada pelos EUA contra o Irã, que elevou os custos globais de combustíveis e alimentos, e os investimentos em centros de dados e outros gastos associados à inteligência artificial, que impulsionaram a demanda.
Alívio recente nos preços
Desde a última reunião do Fomc, as pressões inflacionárias diminuíram. A inflação ao consumidor (CPI) desacelerou para 3,5% em junho na comparação anual, ante 4,2% em maio. Além disso, os preços do petróleo caíram na última semana, influenciados por expectativas de um novo cessar-fogo entre os EUA e o Irã, embora a commodity ainda apresente forte volatilidade. Os dados foram divulgados em conjunto com a agência Reuters.



