Exportações do Brasil para os EUA caem ao menor nível em 30 anos
Exportações do Brasil para os EUA caem ao menor nível em 30 anos

As exportações do Brasil para os Estados Unidos caíram ao menor nível em 30 anos, representando apenas 9,3% do total exportado pelo país. O percentual é o mais baixo desde o início da década de 1990 e reflete os impactos das tarifas impostas pelo governo americano, que ameaçam se intensificar com a possibilidade de um novo tarifaço.

Queda histórica e comparação com o passado

Em 2002, as vendas brasileiras para os EUA chegavam a 26% do total. A redução drástica ao longo das últimas duas décadas evidencia a perda de espaço do Brasil no mercado americano. Dados oficiais mostram que, em 2025, o volume de exportações para os EUA foi o menor desde 1995, tanto em termos percentuais quanto em valor absoluto ajustado pela inflação.

Segundo a coluna de Míriam Leitão, a queda é resultado direto das barreiras tarifárias impostas desde o início do governo Trump, que afetaram setores como siderurgia, alumínio e produtos agrícolas. A perspectiva de novas tarifas, anunciadas recentemente, afasta qualquer chance de recuperação no curto prazo.

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Concorrência chinesa e falta de diálogo

Além das tarifas, a concorrência da China agrava a situação. Os EUA têm priorizado acordos com outros parceiros, enquanto o Brasil enfrenta dificuldades para reverter o cenário. Apesar de esforços diplomáticos brasileiros, o governo americano se mantém inflexível. “O diálogo não tem sido eficaz; os americanos não demonstram disposição para negociar”, afirma um analista ouvido pela coluna.

O novo tarifaço, que pode elevar as taxas para produtos brasileiros, preocupa exportadores. Setores como o de carne bovina e suco de laranja já sentem os efeitos, com queda nas vendas e perda de competitividade.

Impactos na economia brasileira

A redução das exportações para os EUA afeta diretamente a balança comercial brasileira. Em 2025, o superávit com os EUA caiu 40% em relação a 2020. Economistas alertam que a dependência de outros mercados, como China e União Europeia, não compensa totalmente a perda. A diversificação de parceiros comerciais é apontada como saída, mas o curto prazo exige ação diplomática urgente.

Para a coluna de Míriam Leitão, a situação é crítica: “O Brasil precisa urgentemente reverter esse quadro, sob risco de perder ainda mais espaço no principal mercado do mundo”.

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