O banco americano Goldman Sachs estima que a tarifa efetiva cobrada pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros será de 16,8%, a maior entre os países da América Latina. O cálculo considera o aumento da tarifa para 25%, anunciado na madrugada de quinta-feira (dia 16) pelo governo americano, e inclui produtos isentos, que somam US$ 2,1 bilhões em exportações ao país.
Impacto da tarifa de 25%
De acordo com o diretor de pesquisa macroeconômica do banco, Alberto Ramos, a tarifa de 25% vai impactar 26% das importações brasileiras pelos americanos, que representam US$ 10,2 bilhões em produtos. A tarifa efetiva total é mais baixa porque leva em conta o total de exportações aos EUA, incluindo aqueles produtos isentos.
O cálculo "pressupõe que a tarifa de 12,5% da Seção 301 relacionada ao trabalho forçado, que foi proposta, substituirá a tarifa global de 10% da Seção 122 quando esta expirar", no próximo dia 24.
Medidas do governo brasileiro
O Goldman Sachs afirma que o governo brasileiro deve oferecer linhas de crédito subsidiadas aos setores e indústrias exportadoras mais afetados. "Também esperamos que as autoridades brasileiras venham a considerar, eventualmente, medidas de retaliação comercial pontuais e limitadas, apesar do alerta da USTR de que uma retaliação poderá levar à adoção de medidas ainda mais severas", diz Alberto Ramos, no relatório.
Comparação regional
Depois do Brasil, o Peru ocupa o segundo lugar na região de país mais tarifado pelos EUA, com tarifa efetiva de 8,5% sobre suas exportações aos americanos. O país é seguido do México, com tarifa efetiva de 7,2%, e da Argentina, com tarifa efetiva de 7,1%.



