Uma semana após impor tarifa de 25% sobre diversos produtos brasileiros, o governo de Donald Trump anunciou nesta terça-feira uma nova sobretaxa de 12,5% sobre o Brasil. A justificativa é a suposta ausência de medidas para coibir a circulação de produtos oriundos de trabalho forçado no país.
Impacto da nova tarifa
O Brasil não é o único afetado, mas se torna o país com o maior aumento percentual de tarifas no segundo mandato de Trump. No total, 60 países foram alvos da investigação. A medida entra em vigor a partir de hoje.
O governo americano anunciou tarifas de importação entre 10% e 12,5% sobre a maioria de seus principais parceiros comerciais, no maior movimento até agora para reconstruir a barreira tarifária do presidente Donald Trump, abalada por uma decisão da Suprema Corte.
Lista completa de tarifas
Confira a seguir a lista completa de tarifas anunciadas em 23 de julho, segundo o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR):
Tarifa de 10%: Argentina, Bangladesh, Camboja, Canadá, Equador, El Salvador, União Europeia*, Guatemala, Honduras, Índia, Indonésia, Jordânia, Malásia, México, Paquistão, Sri Lanka, Taiwan*, Trinidad e Tobago, Reino Unido.
Tarifa de 12,5%: Argélia, Angola, Austrália, Bahrein, Brasil, Chile, China, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Egito, Guiana, Hong Kong, Iraque, Israel, Japão*, Cazaquistão, Kuwait, Líbia, Marrocos, Nova Zelândia, Nicarágua, Nigéria, Noruega, Omã, Peru, Filipinas, Catar, Rússia, Coreia do Sul*, Arábia Saudita, Singapura, África do Sul, Suíça*, Tailândia, Bahamas, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Uruguai, Venezuela, Vietnã*.
*Nos casos de adoção da alíquota líquida da tarifa de nação mais favorecida (NMF), o percentual anunciado desconta a tarifa-padrão que os EUA normalmente cobram daquele país. Por exemplo: se um produto já pagava 3% de tarifa NMF e a alíquota líquida anunciada fosse de 10%, a sobretaxa adicional seria de 7%, levando a tarifa total a 10%. Para os outros países, a tarifa anunciada se sobrepõe a outras.



