EUA devem anunciar tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, diz ministro
EUA devem anunciar tarifa de 25% sobre Brasil, diz ministro

O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, afirmou ao Estadão/Broadcast que os Estados Unidos devem anunciar, na tarde desta quarta-feira, 15, a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Segundo o ministro, é provável que o novo tarifaço venha acompanhado de uma lista ampliada de exceções.

Governo aguarda anúncio formal para definir reação

De acordo com Sidônio, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aguarda o anúncio formal por parte dos EUA para discutir qual será a reação. Nos bastidores do Palácio do Planalto, aliados de Lula debatem duas opções: utilizar a Lei de Reciprocidade contra os Estados Unidos, elevando o tom do conflito, ou prosseguir com as negociações diplomáticas iniciadas desde julho de 2025, quando o presidente americano, Donald Trump, intensificou a investida contra o Brasil.

Antecedentes e tentativas de negociação

O governo brasileiro já esperava a aplicação da tarifa, diante do insucesso das reuniões com representantes de Trump. Em maio, durante encontro entre Lula e o republicano, ficou acertada a criação de um grupo de trabalho para resolver rapidamente as divergências tarifárias entre os países. No entanto, a sugestão de novas tarifas pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) surgiu após as primeiras reuniões, transformando a situação em uma nova crise.

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Sabendo que a taxação se tornava inevitável, os representantes de Lula passaram a tentar incluir produtos estratégicos na lista de exceções. A confiança do Planalto baseia-se no último tarifaço, do ano passado, quando a lista de produtos isentos foi ampliada ao longo do tempo.

Declarações de Lula e relatório do USTR

Em agenda em São José dos Campos (SP) na segunda-feira, 13, o presidente Lula declarou à imprensa que as tarifas contra o Brasil não seriam aplicadas. Contudo, em relatório preliminar de 1º de junho, o USTR sugeriu a alíquota de 25% sobre produtos importados brasileiros, com exclusões para setores essenciais ao consumo americano, como aeronáutica, produtos agropecuários e insumos industriais.

Motivações da investigação comercial

A nova tarifa dos EUA decorre de investigação comercial sob a Seção 301 da Lei de Comércio americana. O governo Trump acusa o Brasil de adotar práticas ilegais em comércio digital, referindo-se ao Pix, tarifas preferenciais, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais, como desmatamento ilegal.

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