Dólar recua no exterior com petróleo em baixa e atenção a bancos centrais
Dólar cai no exterior com queda de petróleo e foco em BCs

O dólar opera em queda no exterior nesta segunda-feira, pressionado pela desvalorização do petróleo em meio a sinais de trégua no Oriente Médio e na expectativa por uma semana repleta de decisões de bancos centrais. O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda americana contra uma cesta de seis divisas principais, recuou 0,4% para 104,5 pontos nos primeiros negócios, refletindo o apetite por risco renovado entre investidores globais.

Queda do petróleo impulsiona movimento

Os preços do petróleo caíram mais de 2% na abertura dos mercados, com o barril do Brent sendo negociado abaixo dos US$ 80. A trégua temporária no conflito entre Israel e Hamas, mediada por potências regionais, reduziu os prêmios de risco geopolítico embutidos nas cotações. Segundo analistas do mercado, a perspectiva de uma pausa prolongada diminuiu a demanda por ativos de segurança, como o dólar, e favoreceu moedas ligadas a commodities e mercados emergentes.

O movimento também foi influenciado por dados econômicos chineses mais fracos que o esperado, que reforçaram a expectativa de estímulos adicionais em Pequim. A desaceleração na segunda maior economia do mundo tende a pressionar os preços do petróleo para baixo, aliviando as pressões inflacionárias globais e reduzindo a necessidade de um dólar forte como proteção.

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Expectativas para bancos centrais

O foco dos investidores se volta para as reuniões de política monetária do Federal Reserve (Fed), do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco do Japão (BoJ) ao longo da semana. O mercado amplamente espera que o Fed mantenha as taxas de juros inalteradas no atual patamar de 5,25%-5,50%, mas a atenção estará no comunicado e nas projeções econômicas para sinais sobre cortes futuros. Uma postura mais dovish do Fed poderia enfraquecer ainda mais o dólar.

Na Europa, o BCE deve sinalizar um aperto monetário mais cauteloso diante da desaceleração econômica, enquanto o BoJ pode manter sua política ultrafrouxa, apesar das pressões inflacionárias. Essas decisões contribuem para o cenário de moedas fortes contra o dólar, que perde força na medida em que o diferencial de juros entre os países diminui.

Perspectivas para o dólar

A trégua no Oriente Médio reduziu a aversão ao risco, mas analistas alertam que a situação ainda é volátil e qualquer escalada pode reverter o movimento. Além disso, os dados econômicos dos EUA, como o índice de preços ao consumidor (CPI) e as vendas no varejo, serão monitorados de perto para calibrar as expectativas sobre a trajetória dos juros americanos.

Se o dólar continuar enfraquecendo, moedas como o euro, a libra e o iene podem se valorizar, beneficiando economias exportadoras e commodities. No entanto, a postura dos bancos centrais será crucial para determinar a direção do mercado cambial nas próximas semanas.

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