O dólar avança nesta quarta-feira, pressionando as moedas de países emergentes, em meio a uma nova onda de aversão ao risco que domina os mercados globais. A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, somada a temores crescentes sobre o impacto de ações regulatórias no setor de inteligência artificial, tem levado investidores a buscarem ativos mais seguros.
Conflito EUA-Irã intensifica aversão ao risco
As tensões geopolíticas entre Washington e Teerã se agravaram após novas sanções econômicas e ameaças militares. Segundo analistas do banco Goldman Sachs, “a incerteza no Oriente Médio está elevando a demanda por proteção cambial, com o dólar se beneficiando como porto seguro”. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana contra uma cesta de seis pares, subiu 0,5% na sessão.
Temores com inteligência artificial afetam mercados
Além do conflito, preocupações com regulações mais rígidas sobre inteligência artificial nos Estados Unidos e na Europa geraram vendas em ações de tecnologia. O setor de IA, que vinha impulsionando índices como o Nasdaq, sofreu quedas de até 3% nas últimas 24 horas. “Investidores estão reavaliando o risco regulatório, o que aumenta a volatilidade e fortalece o dólar”, explicou o estrategista do Credit Suisse, John Smith.
Impacto sobre moedas emergentes
O real brasileiro, o peso mexicano e o rand sul-africano foram as moedas mais afetadas, com desvalorizações entre 1% e 2% frente ao dólar. O Banco Central do Brasil não interveio no mercado cambial até o momento, mas analistas esperam leilões de swap cambial caso a pressão persista. A aversão ao risco também elevou os prêmios de risco dos títulos soberanos emergentes.
A combinação de fatores geopolíticos e regulatórios deve manter o dólar forte no curto prazo, enquanto investidores monitoram os desdobramentos no Oriente Médio e as decisões de órgãos reguladores sobre inteligência artificial.



