A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em junho de 2024, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa o menor índice para o período desde 2014 e uma queda de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (fevereiro a abril), quando a taxa foi de 5,7%.
Número de desempregados e ocupados
O número de desempregados no país foi estimado em 5,9 milhões de pessoas, uma redução de 5,1% na comparação com o trimestre anterior. Já o contingente de ocupados chegou a 102,4 milhões, um aumento de 0,7% no mesmo período. O nível de ocupação (proporção de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) subiu para 57,8%, ante 57,5% no trimestre anterior.
Rendimento médio e massa salarial
O rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi de R$ 3.201,00 no trimestre até junho, estável em relação ao trimestre anterior. A massa de rendimentos (soma de todos os rendimentos) chegou a R$ 316,2 bilhões, um aumento de 1,2% ante o trimestre anterior e de 7,4% na comparação anual.
“Os dados mostram um mercado de trabalho aquecido, com geração de vagas formais e informais, e rendimentos preservados”, afirmou Adriana Beringuy, coordenadora da Pnad Contínua no IBGE, em nota. “A taxa de 5,4% é a menor desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012, e reflete a recuperação consistente da economia.”
Comparação com 2023
No mesmo trimestre de 2023, a taxa de desemprego era de 6,9%, o que representa uma queda de 1,5 ponto percentual. O número de desempregados caiu 18,4% em 12 meses, enquanto a população ocupada cresceu 2,1%.
Perspectivas
Economistas consultados pela Reuters projetavam taxa de desemprego de 5,5% para o trimestre, dentro do intervalo esperado. A mediana das projeções apontava para 5,5%. O resultado veio dentro das expectativas, mas ligeiramente melhor. Para o fechamento de 2024, o mercado espera que a taxa média anual fique em torno de 5,8%, segundo pesquisa Focus do Banco Central.



