Brasil é taxado pelos EUA com tarifa de 12,5% por trabalho forçado
Brasil é taxado pelos EUA com tarifa de 12,5%

A partir de hoje, entra em vigor a tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, sob a justificativa de combate ao trabalho forçado. A medida, que afeta 99,4% das importações do país, gerou reação imediata do governo brasileiro, que rechaçou a alegação e acusou os EUA de manipular um tema caro aos direitos humanos.

Governo brasileiro reage à tarifa

O governo federal, por meio de nota oficial, afirmou que “não existe base técnica para a imposição dessa tarifa” e que a medida “fere o espírito de cooperação bilateral”. A tarifa foi anunciada pelo Departamento de Comércio dos EUA como parte de uma política mais ampla de sanções contra países que, segundo Washington, permitem práticas de trabalho forçado em suas cadeias produtivas.

De acordo com dados oficiais, 99,4% das exportações brasileiras para os EUA serão atingidas pela nova alíquota, que passa a valer imediatamente. O Brasil é um dos principais parceiros comerciais dos Estados Unidos na América Latina, com exportações que somaram US$ 31 bilhões em 2025.

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Impacto econômico e político

A tarifa de 12,5% representa um aumento significativo em relação à alíquota anterior, que era zero para a maioria dos produtos. Setores como o agronegócio, siderurgia e manufatura devem ser os mais afetados. “Isso pode gerar um efeito cascata na economia brasileira, elevando custos e reduzindo a competitividade”, afirmou um analista do mercado financeiro.

No campo político, a medida é vista como mais um capítulo nas tensões comerciais entre os dois países. O governo Lula, que busca estreitar laços com os EUA, agora enfrenta um desafio diplomático. Especialistas apontam que a tarifa pode ser usada como moeda de troca em negociações futuras, mas, por ora, o Brasil promete recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC).

Contexto internacional

A decisão dos EUA se insere em um contexto mais amplo de sanções por trabalho forçado, que já atingiram outros países como China e Vietnã. A medida americana baseia-se em relatórios que apontam supostas violações em setores como o de carvão vegetal e mineração no Brasil. O governo brasileiro, no entanto, nega as acusações e afirma que possui legislação rigorosa contra o trabalho escravo.

“O Brasil tem um dos mais avançados sistemas de combate ao trabalho escravo do mundo. Essa tarifa é injusta e desproporcional”, disse uma fonte do Ministério das Relações Exteriores. A expectativa é que o caso seja levado à OMC nos próximos meses.

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