O Tribunal Superior de Seul condenou o presidente do Grupo SK, Chey Tae-won, a pagar 1,38 trilhão de won sul-coreanos (cerca de R$ 3,27 bilhões) à sua ex-esposa, Roh Soh-yeong, diretora do Centro de Arte Nabi. A decisão, proferida em 24 de julho de 2026, amplia significativamente a indenização inicial, estabelecendo um novo recorde para casos de divórcio no país.
Disputa de quase uma década
O casamento de 34 anos terminou em 2015, após revelações de infidelidade por parte de Chey. Desde então, a batalha judicial se arrasta, com Roh buscando uma fatia maior da fortuna do bilionário. O tribunal considerou que a valorização das ações do SK Group, impulsionada pelo boom da inteligência artificial, aumentou substancialmente o patrimônio de Chey durante o processo.
A decisão reconhece a contribuição de Roh para o crescimento do conglomerado, tanto em termos de apoio doméstico quanto em sua participação indireta nos negócios. Segundo a corte, "a ex-esposa desempenhou um papel fundamental na formação do patrimônio familiar".
Impacto e possíveis recursos
A sentença ainda cabe recurso, e a defesa de Chey Tae-won já anunciou que pretende recorrer à Suprema Corte. Especialistas apontam que o caso pode estabelecer precedentes importantes para a divisão de bens em divórcios de alta renda na Coreia do Sul, especialmente quando há valorização patrimonial expressiva durante a separação.
O SK Group, um dos maiores conglomerados sul-coreanos, com interesses em energia, tecnologia e telecomunicações, não comentou oficialmente a decisão. Chey Tae-won continua à frente do grupo, mas a sentença pode impactar sua participação acionária e o controle da empresa.



