Argentina zera imposto de exportação de veículos até 2027
Argentina zera imposto de exportação de veículos

A Argentina zerou o imposto de exportação de veículos a partir desta quarta-feira (1º de janeiro). A medida, anunciada pelo governo de Javier Milei, vale até julho de 2027. Anteriormente, a alíquota era de 4,5% e incidia sobre carros produzidos na Argentina e enviados a outros mercados, como o Brasil.

Impacto no mercado brasileiro

Atualmente, Ford, Volkswagen, Toyota e Stellantis produzem veículos na Argentina e os exportam para consumidores brasileiros. No segmento de picapes, a Ford fabrica a Ranger e a Volkswagen produz a Amarok. A Renault já confirmou a produção da Niagara na Argentina, com lançamento no Brasil previsto para setembro, sem preço revelado. A Toyota fabrica a picape Hilux, o utilitário esportivo SW4 e a van comercial Hiace. Já a Stellantis produz os modelos Fiat Titano e Cronos, além dos Peugeot 208 e 2008. A RAM Dakota também é feita no país.

Segundo Cássio Pagliarin, especialista da Bright Consulting, existe a possibilidade de redução de preço no mercado brasileiro. "Pode haver reflexo, principalmente nas picapes. A diminuição desse imposto afeta o custo de produção e pode fazê-las mais atrativas", explica o consultor. Pagliarin ressalta que ainda é difícil saber quanto desse desconto será repassado ao consumidor final. "Também existe a possibilidade de algumas marcas somarem esse desconto à sua margem, mas ainda é impossível prever esse fato", afirma.

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Reação da indústria argentina

A Associação de Fabricantes de Automóveis da Argentina (ADEFA) comemorou a medida. A entidade afirmou que a redução gradual dos impostos sobre exportações é um passo importante para aumentar a competitividade da indústria automotiva. Segundo a ADEFA, a definição de um cronograma até meados de 2027 dá previsibilidade para que as montadoras planejem produção, exportações e investimentos.

"A redução da carga tributária sobre as exportações representa um estímulo direto para recuperar a competitividade nos mercados regionais e globais, em um cenário mundial extremamente desafiador", acrescentou Rodrigo Pérez Graziano, presidente da ADEFA. A entidade também defendeu que províncias e municípios eliminem impostos e taxas locais que, segundo ela, reduzem a competitividade das exportações e podem representar um impacto de até 10% sobre o valor dos veículos exportados.

Posição das montadoras

O g1 entrou em contato com todas as montadoras para verificar se o preço para o consumidor brasileiro será reduzido. Nenhuma havia respondido até a publicação da reportagem. A matéria será atualizada assim que possível.

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