Alan Greenspan, ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), faleceu aos 100 anos. A causa da morte foram complicações da doença de Parkinson, conforme informou sua esposa, a jornalista Andrea Mitchell, em comunicado divulgado neste sábado.
Legado de 18 anos à frente do Fed
Greenspan comandou o Fed de 1987 a 2006, período marcado por forte crescimento econômico nos Estados Unidos. Durante sua gestão, foi responsável por políticas monetárias que impulsionaram o mercado de ações e mantiveram baixas as taxas de desemprego, sendo frequentemente chamado de "maestro" da economia americana.
Ele assumiu o cargo em agosto de 1987, pouco antes do crash da Bolsa de Nova York naquele ano, e conduziu a economia durante eventos como a bolha das pontocom e os ataques de 11 de setembro de 2001. Sua abordagem de comunicação enigmática e sua influência nos mercados financeiros globais o tornaram uma figura icônica.
Reconhecimento e críticas
Embora fosse amplamente respeitado, Greenspan também foi criticado por sua defesa da desregulamentação financeira, que muitos apontam como uma das causas da crise financeira de 2008. Em suas memórias, ele reconheceu que havia um "defeito" em sua visão de que os mercados se autorregulariam.
Após deixar o Fed, Greenspan fundou a Greenspan Associates LLC, empresa de consultoria econômica, e continuou a opinar sobre política monetária e economia global.



