Ações dos EUA caem após novos ataques contra o Irã; petróleo sobe
Ações caem com ataques dos EUA ao Irã; petróleo dispara

Os futuros das ações norte-americanas registraram queda na noite de quarta-feira, após os Estados Unidos realizarem novos ataques contra o Irã. Os contratos futuros do S&P 500 recuavam 0,4%, enquanto os futuros do Nasdaq 100 caíam 0,6%. Já os contratos vinculados ao Dow Jones Industrial Average perdiam 147 pontos, o equivalente a uma queda de 0,3%.

Ataques dos EUA ao Irã

Forças do Comando Central dos EUA (Centcom) lançaram mais “ataques em legítima defesa” contra alvos iranianos no final da quarta-feira, conforme publicação do Centcom na rede social X. De acordo com a postagem, os ataques foram executados sob orientação do presidente Donald Trump. A ação militar elevou as tensões na região e impactou os mercados financeiros globais.

Petróleo dispara

Os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) avançavam 2%, sendo negociados próximos a US$ 92 por barril. Já o Brent, referência internacional, subia 3,88%, alcançando US$ 95 por barril. A alta nos preços do petróleo reflete o temor de interrupções no fornecimento da região do Oriente Médio.

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Pregão regular em queda

As ações já haviam caído durante o pregão regular de quarta-feira, pressionadas principalmente pelo mau desempenho de ações de tecnologia e do setor industrial. O Dow Jones caiu 1,87%, fechando aos 49.919,09 pontos. O S&P 500 perdeu 1,62%, encerrando em 7.267,09 pontos. O Nasdaq recuou 1,98%, aos 25.169,50 pontos. Os papéis ligados a semicondutores recuaram pelo segundo dia consecutivo, diante de preocupações renovadas com a valorização excessiva das ações relacionadas à inteligência artificial (IA).

Cessar-fogo ameaçado

O frágil cessar-fogo entre os EUA e o Irã ficou ainda mais ameaçado na quarta-feira, depois que Trump sinalizou que Teerã estava demorando “tempo demais” para concordar com um possível acordo e que “pagaria o preço”. Ele também prometeu novos ataques contra o país, afirmando que os Estados Unidos irão “atacá-los com muita força”.

Com CNBC e Estadão Conteúdo

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