MPF denuncia executivo chileno por racismo e homofobia em voo
Executivo chileno denunciado por racismo em voo

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o executivo chileno Germán Naranjo Maldini por crimes de racismo e homofobia ocorridos durante um voo da Latam que partiu de São Paulo com destino a Frankfurt, na Alemanha. O incidente aconteceu no dia 15 de maio de 2026, quando Maldini, que viajava a trabalho, agrediu verbalmente um comissário de bordo, chamando-o de 'macaco' e proferindo comentários homofóbicos.

Detalhes do ocorrido

Segundo as investigações, o executivo, que é diretor de uma empresa chilena do setor de mineração, estava em um voo da Latam quando, por motivos ainda não esclarecidos, iniciou uma discussão com um tripulante. Durante a briga, Maldini utilizou termos racistas e homofóbicos, causando constrangimento aos demais passageiros e à equipe da aeronave. O comissário ofendido registrou a ocorrência assim que o avião pousou em Frankfurt, e a polícia alemã foi acionada.

Prisão e retorno ao Brasil

Germán Naranjo Maldini foi detido preventivamente ao retornar ao Brasil, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. A prisão foi decretada pela Justiça Federal após representação do MPF. Desde então, ele permanece sob custódia, aguardando o desenrolar do processo. A empresa Landes, onde Maldini trabalhava, decidiu afastá-lo de suas funções imediatamente após tomar conhecimento do caso.

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Defesa e justificativas

A defesa do executivo chileno alega que ele passa por tratamento psiquiátrico e que, no momento do incidente, não estava em pleno gozo de suas faculdades mentais. Os advogados afirmam que Maldini sofre de um transtorno psicológico que o levou a agir de forma impulsiva e descontrolada. Em nota, a defesa também informou que o chileno pediu desculpas publicamente pelas ofensas, reconhecendo a gravidade de seus atos.

Repercussão e próximos passos

O caso gerou grande repercussão no Brasil e no Chile, com organizações de direitos humanos condenando veementemente as atitudes do executivo. O MPF segue com a denúncia e aguarda a análise da Justiça para a continuidade do processo. A Latam, por sua vez, informou que está colaborando com as investigações e que repudia qualquer forma de discriminação. A audiência de instrução está prevista para as próximas semanas, quando serão ouvidas testemunhas e analisadas as provas.

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