Trump recua de ideia de pedágio no Estreito de Ormuz
Trump recua de pedágio no Estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou da ideia de impor um pedágio sobre navios que transitam pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. A proposta, ventilada nos últimos dias por assessores da Casa Branca, gerou forte reação negativa de aliados regionais, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, além de preocupação no mercado global de petróleo.

Proposta gerou crise diplomática

De acordo com fontes do Departamento de Estado ouvidas pela agência Reuters, a ideia era cobrar uma taxa de US$ 0,50 por barril de petróleo transportado pelo estreito, o que poderia render até US$ 3 bilhões anuais aos cofres americanos. A justificativa oficial seria cobrir os custos de segurança naval na região, onde os EUA mantêm presença militar para garantir a livre navegação.

No entanto, a proposta foi recebida com hostilidade por governos do Golfo Pérsico, que veem a medida como uma interferência na soberania regional. O ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, príncipe Faisal bin Farhan, afirmou que "o Estreito de Ormuz é uma via internacional e qualquer tentativa de cobrança unilateral viola o direito marítimo".

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Impacto no mercado de petróleo

O anúncio da possível taxa já havia elevado os preços do petróleo em 2% nos pregões da semana passada, com o barril do Brent sendo negociado próximo a US$ 85. Analistas do setor alertavam que a medida poderia aumentar os custos logísticos e pressionar a inflação global.

Em comunicado oficial nesta terça-feira (15), a Casa Branca informou que "o presidente Trump decidiu não prosseguir com a proposta de pedágio no Estreito de Ormuz, após consultas com aliados e especialistas". A nota acrescenta que os EUA continuarão comprometidos com a segurança da navegação na região, mas sem impor taxas unilaterais.

Reação do Irã

O Irã, que há anos disputa o controle do estreito com potências ocidentais, também reagiu negativamente à ideia. O comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, general Hossein Salami, classificou a proposta como "uma provocação inaceitável" e ameaçou tomar medidas de retaliação. Com o recuo de Trump, a tensão imediata se dissipa, mas o episódio expõe a fragilidade do equilíbrio na região.

O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é responsável pelo trânsito de cerca de 20% do petróleo mundial. Qualquer interrupção ou custo adicional na rota tem potencial para desestabilizar o mercado energético global.

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