Senado dos EUA aprova avanço de sanções à Rússia durante visita de Zelensky
Senado dos EUA aprova sanções à Rússia com Zelensky presente

O Senado dos Estados Unidos aprovou, nesta terça-feira, por 85 votos a 14, o avanço de um projeto de lei que impõe novas sanções econômicas à Rússia. A votação ocorreu durante a visita do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ao Congresso americano. O projeto, chamado de Lei de Defesa da Democracia Ucraniana, ainda precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados antes de seguir para sanção presidencial.

Detalhes das sanções propostas

O texto prevê a proibição de transações financeiras com bancos russos sancionados, a ampliação das restrições de vistos para oligarcas e a imposição de tarifas sobre importações de petróleo russo. Segundo o senador Bob Menendez, presidente do Comitê de Relações Exteriores, as medidas visam 'cortar o fluxo de recursos que alimentam a máquina de guerra de Putin'. O projeto também inclui a destinação de US$ 12 bilhões em ajuda militar e humanitária à Ucrânia.

Visita de Zelensky e apelo por apoio

Zelensky discursou no plenário do Senado e pediu aos legisladores que 'não adiem a aprovação do pacote'. Ele afirmou que 'cada dia de atraso significa mais vidas perdidas nas trincheiras'. A visita ocorre em meio a um impasse orçamentário que ameaça paralisar o governo americano. Líderes republicanos expressaram apoio às sanções, mas pediram maior controle sobre os gastos.

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Reações e próximos passos

A embaixada russa em Washington classificou o projeto como 'um ato hostil' e prometeu retaliação. Analistas apontam que a aprovação pode criar tensões com aliados europeus, que temem impactos no fornecimento de energia. Se aprovada pela Câmara, a lei poderá entrar em vigor ainda neste semestre, antes das eleições presidenciais americanas.

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