Senado aprova resolução que limita poder de Trump sobre ataques ao Irã
O Senado dos Estados Unidos aprovou uma resolução que impede o presidente Donald Trump de realizar novos ataques ao Irã sem a autorização prévia do Congresso. A medida, aprovada em meio a tensões crescentes, foi criticada pelo presidente, que a considerou uma interferência em sua autoridade como comandante-em-chefe.
Governo Trump solicita US$ 67 bilhões para necessidades urgentes de guerra
No mesmo dia, o governo Trump enviou ao Congresso um pedido de aproximadamente US$ 67,15 bilhões (cerca de R$ 350 bilhões) para atender "necessidades urgentes" relacionadas ao conflito com o Irã. Segundo a Casa Branca, o pacote inclui US$ 21 bilhões (R$ 109 bilhões) destinados ao Pentágono para aquisição de munições, reforço da base industrial americana e apoio a capacidades consideradas críticas.
Pacote maior inclui verbas para ebola e agricultores
Os valores solicitados fazem parte de um pacote maior de US$ 87,6 bilhões (R$ 456 bilhões) em recursos adicionais, que também abrange outras áreas do governo. A proposta prevê US$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões) para programas de Segurança Global em Saúde, com foco em prevenir, detectar e responder ao surto de ebola na República Democrática do Congo, Uganda e outros países. "Esse financiamento é fundamental para proteger os americanos e impedir que a doença chegue aos Estados Unidos", afirmou a Casa Branca.
Além disso, o pedido inclui US$ 800 milhões (R$ 4,2 bilhões) em assistência humanitária internacional para apoiar a resposta ao ebola na África Central, incluindo uma instalação de quarentena no Quênia. O pacote também destina US$ 11,1 bilhões (R$ 58 bilhões) em apoio a agricultores dos Estados Unidos.
Impacto e reações
A resolução do Senado representa um desafio direto à política externa de Trump, que tem adotado uma postura agressiva em relação ao Irã. Enquanto isso, o pedido de recursos bilionários evidencia os custos elevados das tensões militares na região. A medida agora segue para análise na Câmara dos Representantes, onde também enfrenta resistência de republicanos aliados ao presidente.



