O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, iniciou uma visita oficial a três países do Golfo Pérsico – Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes Unidos – em busca de apoio diplomático para as negociações em curso com o Irã. A viagem ocorre em um momento de tensão elevada entre Washington e Teerã, que continuam medindo forças para reivindicar vitórias no processo diplomático.
Agenda da visita e encontros bilaterais
Rubio desembarcou primeiro nos Emirados Árabes Unidos, onde se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Sheikh Abdullah bin Zayed Al-Nahyan. As conversas trataram da necessidade de coordenar posições sobre o programa nuclear iraniano e a segurança no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O secretário americano também discutiu sanções econômicas e a preocupação dos países do Golfo com os programas de mísseis balísticos do Irã.
No Kuwait e no Bahrein, Rubio terá encontros com líderes locais para reforçar a aliança estratégica e obter respaldo às iniciativas dos EUA. A visita ocorre em meio a divergências sobre os termos de um possível acordo nuclear, com o Irã exigindo o fim total das sanções e os EUA condicionando a flexibilização a verificações rigorosas.
Contexto regional e implicações
Os países do Golfo têm acompanhado com apreensão as negociações entre EUA e Irã, temendo que um acordo frágil possa permitir que Teerã mantenha capacidade de enriquecimento de urânio e desenvolvimento de mísseis de longo alcance. Em contrapartida, uma ruptura total poderia levar a confrontos militares no Estreito de Ormuz, ameaçando a economia global.
Segundo analistas, a visita de Rubio busca equilibrar esses riscos, garantindo que os aliados do Golfo não fiquem isolados nas decisões finais. “Os EUA precisam do respaldo dos países do Golfo para qualquer acordo que venha a ser assinado com o Irã”, afirmou um diplomata ocidental sob condição de anonimato.
Próximos passos diplomáticos
A viagem de Rubio faz parte de uma ofensiva diplomática mais ampla, que inclui consultas com parceiros europeus e asiáticos. O governo americano espera construir uma posição unificada antes de uma nova rodada de negociações diretas com o Irã, prevista para as próximas semanas.
Enquanto isso, Teerã intensifica sua retórica, afirmando que não cederá à pressão. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano declarou que “qualquer acordo deve respeitar os direitos nucleares do Irã e o fim das sanções”.



