37 anos do massacre da Praça da Paz Celestial: reflexões de um estudante de Pequim
37 anos do massacre da Praça da Paz Celestial

Há 37 anos, em junho de 1989, a Praça da Paz Celestial, em Pequim, foi palco de um massacre que marcou a história da China. O governo chinês insiste que o episódio é página virada, mas para muitos, as memórias ainda estão vivas. Marcelo Ninio, repórter desde 1989, passou por O GLOBO, Jornal do Brasil, EFE e Folha de São Paulo, e traz reflexões de um estudante de Pequim que viveu aquele período.

O contexto histórico

O movimento pró-democracia de 1989 começou com protestos pacíficos de estudantes na Praça da Paz Celestial, exigindo reformas políticas e liberdades civis. O governo chinês respondeu com força militar, resultando em centenas de mortos. Até hoje, o número exato de vítimas é desconhecido, e o governo mantém controle rígido sobre a narrativa do evento.

Reflexões de um estudante

Um estudante da Universidade de Pequim, que preferiu não se identificar, compartilhou suas memórias. Ele lembra do clima de esperança e medo que tomou conta do campus. "Muitos de nós acreditávamos que a mudança era possível", disse ele. "Mas o que vimos foi a repressão brutal. Ainda hoje, é difícil falar sobre isso abertamente."

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Para o governo chinês, o episódio é um assunto encerrado. Em discursos oficiais, o massacre é raramente mencionado, e a educação histórica nas escolas evita detalhes. No entanto, alguns historiadores e ativistas continuam a debater o legado do movimento.

O campo de futebol como símbolo

O campo de futebol da Universidade de Pequim, berço do movimento pró-democracia, hoje é um local de memória silenciosa. Embora não haja monumentos oficiais, estudantes e professores ocasionalmente depositam flores no local. Para muitos, é um lembrete de que a luta por liberdade não foi em vão.

Marcelo Ninio, que cobriu eventos históricos ao longo de sua carreira, destaca a importância de lembrar. "A história não pode ser apagada", afirma. "As lições de 1989 ainda ressoam, não apenas na China, mas em todo o mundo."

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