Durante seu primeiro mandato, em 2017, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reduziu em mais de 90% o tamanho de duas áreas protegidas no estado de Utah: os monumentos nacionais Grand Staircase-Escalante e Bear Ears. A medida abriu caminho para a exploração mineral na região, gerando forte controvérsia entre ambientalistas e o governo.
Detalhes da redução
Os monumentos haviam sido criados por presidentes anteriores com base na Lei de Antiguidades, que permite ao chefe do Executivo federal proteger terras públicas. Trump reduziu Grand Staircase-Escalante de cerca de 760 mil hectares para aproximadamente 200 mil hectares, e Bear Ears de 1,35 milhão de hectares para cerca de 80 mil hectares. A justificativa do governo Trump foi a necessidade de acessar recursos minerais considerados essenciais para a segurança nacional.
Reações e reversão
Ambientalistas e grupos indígenas contestaram a decisão na Justiça, argumentando que a Lei de Antiguidades não autoriza o presidente a reduzir monumentos já criados. Em 2021, o sucessor de Trump, Joe Biden, assinou uma ordem revertendo a redução, restaurando os limites originais dos dois monumentos. A medida foi celebrada por defensores do meio ambiente e tribos nativas americanas, que consideram Bear Ears um local sagrado.
Segundo o governo Biden, a reversão visa proteger ecossistemas frágeis e sítios arqueológicos. A decisão de Trump, por outro lado, foi apoiada por setores da indústria mineral e políticos republicanos de Utah, que argumentavam que a proteção excessiva impedia o desenvolvimento econômico.



