O terremoto que atingiu a província de Kumamoto, no sul do Japão, foi classificado no nível mais alto da escala de medição da Agência Meteorológica do Japão (JMA). O tremor atingiu o nível 7 na escala Shindo, que mede a intensidade sísmica em pontos específicos da superfície, ao contrário da escala de Richter, que mede a magnitude da energia liberada no epicentro.
Escala Shindo vs. Richter
No Japão, a escala Shindo varia de 0 a 7, com os níveis 5 e 6 subdivididos em "superior" e "inferior". No nível 7, a JMA afirma que "é impossível permanecer de pé", e pessoas podem ser "lançadas pelo ar", prédios de madeira podem desabar e até mesmo paredes de concreto armado podem ruir. Esse nível foi registrado apenas em poucas ocasiões: no terremoto de Kobe (1995), no de Chuetsu (2004) e no de Fukushima (2011).
Impacto e resposta
O terremoto de Kumamoto ocorreu nesta terça-feira e causou danos significativos, como o desabamento parcial de um shopping e danos em viadutos. A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, declarou à imprensa que "a extensão das vítimas e dos danos materiais estava sendo avaliada". Equipes de resgate foram mobilizadas para as áreas mais afetadas.
Sistema de alerta antecipado
O Japão conta com uma rede de sismógrafos que detecta as ondas P iniciais e emite alertas quase instantâneos para celulares, TVs e indústrias. Trens param automaticamente, dando tempo para as pessoas se prepararem antes da chegada das ondas S mais prejudiciais. Em 2013, a JMA pediu desculpas após um alerta falso de terremoto de magnitude 7,8 na região de Kansai.
Detalhes da escala Shindo
A escala Shindo é dividida em níveis de percepção: do nível 0 (imperceptível) ao nível 7 (catastrófico). No nível 4, a maioria das pessoas se assusta; no nível 5 inferior, muitas sentem necessidade de se segurar; no nível 6 superior, é impossível ficar em pé; e no nível 7, móveis são arremessados e muros de concreto armado podem desabar.



