Terremoto no Japão deixa pelo menos 13 mortos, diz primeira-ministra
Terremoto no Japão deixa 13 mortos, diz primeira-ministra

Um forte terremoto de magnitude 7,3 atingiu a região norte do Japão na manhã desta terça-feira, causando a morte de pelo menos 13 pessoas, de acordo com a primeira-ministra do país. O tremor ocorreu por volta das 8h locais, com epicentro próximo à costa da província de Fukushima, reavivando memórias do desastre de 2011.

Detalhes do sismo e das vítimas

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registrou o terremoto a uma profundidade de 40 quilômetros. A primeira-ministra, em pronunciamento oficial, afirmou que as equipes de resgate estão mobilizadas e que o governo está avaliando os danos. Até o momento, 13 mortes foram confirmadas, mas o número pode aumentar à medida que os escombros são removidos. Mais de 50 pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave.

Imagens de televisão mostraram edifícios desabados, estradas rachadas e incêndios em várias cidades. A região de Tohoku foi a mais afetada, com relatos de tremores secundários. A Agência Meteorológica do Japão emitiu alerta de tsunami para a costa leste, com ondas de até um metro previstas.

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Resposta das autoridades

A primeira-ministra convocou uma reunião de emergência do gabinete e ordenou o envio de tropas das Forças de Autodefesa para as áreas atingidas. Em declaração à imprensa, ela disse: 'Estamos fazendo todo o possível para salvar vidas e garantir a segurança da população. Peço que todos sigam as orientações de evacuação.'

As usinas nucleares na região foram inspecionadas, e a operadora Tokyo Electric Power Company informou que não há anormalidades na usina de Fukushima Daiichi, que sofreu fusão em 2011. Escolas e escritórios foram fechados, e o transporte ferroviário de alta velocidade (shinkansen) foi suspenso em alguns trechos.

Impacto e próximos passos

O terremoto interrompeu o fornecimento de energia para cerca de 200 mil residências, segundo a concessionária local. Equipes de resgate trabalham contra o tempo para localizar sobreviventes nos escombros. A primeira-ministra anunciou que o governo liberará fundos de emergência para a reconstrução e assistência às famílias das vítimas.

O sismo também provocou deslizamentos de terra em áreas rurais, isolando pequenas comunidades. A Defesa Civil recomendou que moradores de áreas costeiras permaneçam em locais elevados até que o alerta de tsunami seja suspenso. O Japão está situado no Círculo de Fogo do Pacífico, uma região de intensa atividade sísmica, e registra cerca de 1.500 tremores por ano. Este é o pior terremoto desde 2011, embora com consequências menos devastadoras.

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