Terremoto no Japão deixa 23 mortos e dezenas de feridos
Terremoto no Japão: 23 mortos e dezenas de feridos

As comunidades rurais do sudoeste do Japão tentavam retomar a normalidade nesta quinta-feira (30), dois dias após um forte terremoto de magnitude 7,1 atingir a região de Kumamoto, na ilha de Kyushu, no sul do país. O tremor, ocorrido na terça-feira (28), provocou uma explosão em um shopping center, derrubou a chaminé de uma fábrica e destruiu dezenas de casas, deixando ao menos 23 mortos e 63 feridos, segundo o governo da província de Kumamoto. Destes, cinco pessoas estão em estado grave.

Número de vítimas pode aumentar

O secretário-chefe do Gabinete japonês, Minoru Kihara, informou nesta quinta-feira que o número de mortos pode chegar a 28, com base em um levantamento policial que inclui casos ainda sob investigação. Algumas dessas mortes poderão ser posteriormente consideradas não relacionadas ao terremoto. As equipes de resgate seguem trabalhando na região, mas as chances de encontrar sobreviventes diminuem à medida que o tempo passa. O número de desaparecidos ainda é incerto.

Shopping desaba e explode

Os danos mais graves foram registrados no shopping Aeon Mall, na cidade de Kashima. O local estava repleto de consumidores quando o terremoto atingiu a região no fim da tarde. De acordo com a empresa responsável pelo empreendimento, cerca de 3 mil clientes conseguiram ser retirados para um estacionamento antes que uma explosão ocorresse em outra área do complexo. No entanto, o segundo andar do shopping desabou, deixando pessoas presas sob os escombros. Até a manhã desta quinta-feira, seis mortes haviam sido confirmadas no shopping. Das 11 pessoas retiradas dos escombros, seis não resistiram aos ferimentos, segundo as autoridades de Kumamoto. Parentes de desaparecidos continuam circulando nas proximidades do centro comercial destruído em busca de informações, apesar do calor intenso.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Desabamento de fábrica

Na região de Yatsushiro, a chaminé de uma fábrica da Nippon Paper Industries desabou com o tremor. Equipes de resgate conseguiram retirar dez pessoas com vida, mas outras oito morreram e uma segue desaparecida, de acordo com a equipe de gestão de desastres do governo provincial de Kumamoto.

Sobreviventes enfrentam dificuldades

Sobreviventes relataram o desespero ao retornar para casa e tentar retirar familiares dos escombros. Alguns ficaram feridos e precisaram ser levados a hospitais. Milhares de pessoas passaram mais uma noite em centros de evacuação montados em ginásios e outros espaços públicos da região. Quase 23 mil imóveis permanecem sem energia elétrica, e mais de 10 mil pessoas estão abrigadas em cerca de 400 centros de acolhimento. Autoridades instalaram fontes adicionais de energia para garantir o funcionamento de aparelhos de ar-condicionado, já que as preocupações com problemas de saúde agravados pelo calor intenso aumentam. O Ministério do Meio Ambiente emitiu um alerta para risco de insolação na região de Kumamoto, onde as temperaturas podem chegar a 33°C nesta quinta-feira.

Vulnerabilidade de construções tradicionais

Embora o Japão possua normas rigorosas de construção devido à frequência de terremotos, parte das casas na região segue o modelo tradicional japonês, considerado mais vulnerável a tremores de grande intensidade. Essa característica contribuiu para a destruição de diversas residências, deixando muitos moradores desabrigados e com medo de retornar para casa por receio de novos desabamentos. Parte das residências continua sem abastecimento de água, agravando a situação de milhares de famílias.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar