Terremoto de 7,1 no sul do Japão deixa desaparecidos e alerta para novo tremor
Terremoto 7,1 no sul do Japão: desaparecidos e alerta

Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu o sul do Japão na terça-feira (28 de julho de 2026), deixando diversos trabalhadores desaparecidos após o desabamento de uma chaminé na fábrica de papel Nippon Paper em Yatsushiro, na ilha de Kyushu. O tremor, sentido até na Coreia do Sul, gerou alerta para a possibilidade de outro grande evento sísmico nos próximos três dias.

Detalhes do tremor

De acordo com a Agência Meteorológica do Japão (JMA), o epicentro do terremoto foi em terra, próximo às cidades de Kumamoto e Uki, com profundidade de apenas 10 km — considerado muito próximo à superfície. O evento principal foi acompanhado por quatro tremores secundários de magnitudes entre 4,4 e 5,6. A emissora pública NHK confirmou que diversas pessoas estão desaparecidas devido à queda da chaminé na fábrica Nippon Paper.

Danos e alertas

O terremoto foi tão intenso que foi registrado também na Coreia do Sul, com pequenos tremores em Incheon, vizinha de Seul, segundo a agência Yonhap. No Japão, alertas de emergência foram emitidos para as prefeituras de Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki — todas em Kyushu. Milhares de casas ficaram sem energia elétrica. A primeira-ministra Sanae Takaichi informou que as cidades de Uki e Hikawa foram atingidas com intensidade máxima 7 na escala japonesa, a maior classificação.

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Estruturas destruídas

Imagens aéreas mostraram a chaminé da fábrica de papel desabada e o shopping Aeon Mall em Kashima, Kumamoto, parcialmente destruído. O governo japonês montou uma força-tarefa de emergência para coordenar o resgate com as autoridades locais. Devido à magnitude e baixa profundidade do tremor, a JMA alerta para a possibilidade de outro grande terremoto nos próximos três dias.

Contexto sísmico do Japão

O Japão é um dos países mais propensos a terremotos do mundo, com um tremor registrado a cada cinco minutos em média. Localizado no Círculo de Fogo do Pacífico — uma região de intensa atividade vulcânica e tectônica — o país concentra cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6,0 ou superior do planeta. Este evento reforça a constante vigilância sísmica japonesa.

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