O primeiro-ministro do Iraque, Mohammed Shia al-Sudani, chega a Washington nesta segunda-feira para uma visita histórica, a primeira de um líder iraquiano à capital americana em mais de uma década. A agenda inclui reuniões com o presidente Joe Biden e altos funcionários do governo dos EUA, com foco em acordos estratégicos nos setores de petróleo e gás natural.
Acordos de energia em destaque
Espera-se que as negociações resultem em memorandos de entendimento para investimentos americanos em campos de petróleo e gás no Iraque, especialmente na região do Curdistão. Fontes do governo iraquiano indicam que os acordos podem envolver empresas como ExxonMobil e Chevron, que já operam no país. O volume de investimentos potenciais ainda não foi divulgado, mas analistas estimam que pode chegar a bilhões de dólares.
Contexto geopolítico
A visita ocorre em meio a tensões regionais, com o Iraque buscando equilibrar relações com os EUA e o Irã. Al-Sudani deve discutir também a retirada gradual das tropas americanas do país, prevista para os próximos anos. Segundo o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, "a visita reforça o compromisso dos EUA com a soberania e estabilidade do Iraque".
Impacto econômico
O Iraque é o segundo maior produtor da Opep, com produção média de 4,5 milhões de barris por dia. Os novos acordos podem aumentar a capacidade de exportação e atrair tecnologia americana para melhorar a eficiência da extração. Especialistas apontam que a parceria energética pode reduzir a dependência iraquiana do gás iraniano, atualmente responsável por 30% do consumo interno de eletricidade.
Reações e expectativas
Analistas políticos veem a visita como um sinal de reaproximação entre os países, após anos de relações estremecidas. O embaixador iraquiano em Washington, Nazar al-Khairallah, afirmou: "Estamos confiantes de que esta visita abrirá um novo capítulo nas relações bilaterais, com benefícios mútuos em energia e segurança". A oposição no Iraque, no entanto, critica a aproximação com os EUA, temendo interferência nos assuntos internos.



