Petróleo salta com tensão EUA-Irã; JPMorgan supera projeções
Petróleo salta com tensão EUA-Irã; JPMorgan supera projeções

O petróleo WTI saltou e superou a marca de US$ 80 o barril nesta terça-feira, impulsionado pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O movimento ocorre após o presidente Donald Trump enviar ao Congresso uma notificação formal de que o conflito com o Irã foi retomado, elevando a volatilidade nos mercados globais.

Tensão no Oriente Médio eleva prêmio de risco

A alta do petróleo reflete o temor de interrupções no fornecimento da região do Golfo Pérsico. Os Emirados Árabes Unidos informaram que ataques a navios pelo Irã deixaram um morto e oito feridos no Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte de petróleo. Trump declarou que os EUA vão destruir a Montanha Pickaxe no Irã, intensificando a retórica belicosa.

A BP, gigante do setor de energia, afirmou que vê maiores ganhos com petróleo em meio à guerra elevando a volatilidade. O banco americano BofA alertou investidores otimistas em ações dos EUA para reduzirem compras agressivas, citando riscos geopolíticos.

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JPMorgan supera expectativas, mas Dimon alerta

O JPMorgan Chase divulgou resultados do segundo trimestre que superaram as projeções de Wall Street, com lucro e receita acima do esperado. No entanto, o CEO Jamie Dimon reiterou alertas sobre riscos geopolíticos e inflação persistente. "A geopolítica continua sendo uma grande preocupação, e a inflação pode não desaparecer tão rapidamente quanto alguns esperam", disse Dimon em comunicado.

O banco também registrou forte desempenho em sua divisão de banco de investimento, compensando pressões no segmento de consumo. As ações do JPMorgan subiam no pré-mercado.

Wells Fargo também supera previsões

O Wells Fargo também superou as previsões de lucro e receita no segundo trimestre, impulsionado por receitas de juros mais altas. A ação da instituição avançava no pré-mercado. Os balanços dos grandes bancos americanos são acompanhados de perto como termômetro da saúde econômica dos EUA.

Mercados brasileiros: Ibovespa, dólar e juros

No Brasil, o Ibovespa opera com volatilidade, influenciado pelo cenário externo e pela pauta doméstica. O dólar e os juros futuros também estão no radar dos investidores. A Rede D'Or e a BradSaúde anunciaram parceria para construção de hospital no Rio de Janeiro, enquanto Eztec, Intelbras e PDG estão entre as ações monitoradas.

Renda fixa: CDI+5% e cautela

No mercado de renda fixa, uma nova febre atrai investidores com ofertas de até CDI+5%, mas especialistas recomendam cautela. Apesar dos juros reais elevados, o cenário de incerteza fiscal e política exige análise criteriosa dos ativos. O Tesouro Nacional pode intervir no mercado de títulos IPCA+, o que afetaria investidores que buscam proteção contra a inflação.

China: exportações impulsionadas por IA

Na China, as exportações se beneficiam do boom da inteligência artificial, enquanto a economia interna enfrenta dificuldades. O país busca equilibrar o crescimento com reformas estruturais.

Política: Lula, Bolsonaro e Janja

No cenário político brasileiro, o presidente Lula afirmou não querer guerra, mas que as Forças Armadas estão preparadas para defender a soberania. Carlos Bolsonaro criticou a "militarização" como um dos maiores erros do governo do pai. Janja rebateu críticas a gastos, classificando-as como "misoginia" e destacando ser a única primeira-dama que trabalha. O senador Flávio Bolsonaro classificou decisão de Moraes como autoritária e interferência no jogo político.

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