Após quatro anos e meio de guerra, a Rússia intensificou sua política de 'russificação' da infância ucraniana, segundo relatório da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). A investigação aponta que 20,6 mil menores foram levados à força para a Rússia e 1,6 milhão vivem sob ocupação russa, enfrentando a imposição de um currículo russo e a proibição do uso do idioma ucraniano.
Sequestro e apagamento cultural
O relatório denuncia que as crianças ucranianas são forçadas a adotar a identidade russa, com aulas em russo e negação de sua cultura original. Muitas são separadas de suas famílias e submetidas a adoções ilegais. A OSCE também acusa a Rússia de usar esses menores como soldados, enviando-os para lutar contra seus próprios compatriotas.
Impacto demográfico e psicológico
A situação prejudica o futuro de uma geração inteira. Estima-se que 1,6 milhão de crianças ucranianas vivam em territórios ocupados, onde o acesso à educação ucraniana é bloqueado. O trauma psicológico e a perda de identidade cultural geram danos de longo prazo para a demografia e a saúde mental do país.
“A Rússia está sistematicamente apagando a identidade ucraniana desde a infância”, afirmou um porta-voz da OSCE. O relatório conclui que essas ações constituem violações graves do direito internacional e dos direitos humanos.



