Museu de Ufologia em Itaara (RS) comemora 25 anos como único da América Latina
Museu de Ufologia em Itaara celebra 25 anos

O Museu de Ufologia, História e Ciência Victor Mostajo, localizado em Itaara, no Rio Grande do Sul, celebrou 25 anos nesta quarta-feira (24). A cidade, que possui cerca de 5,5 mil habitantes, foi oficialmente reconhecida em julho de 2024 como a Capital Gaúcha da Ufologia, por meio de lei sancionada. O museu é considerado o único museu de ufologia da América Latina registrado nos órgãos oficiais.

Acervo com casos históricos de abdução

O museu abriga um acervo dedicado a dois casos emblemáticos de supostas abduções ocorridas na região Sul do Brasil. O primeiro é o de Artur Berlet, natural de Sarandi (RS), que em 1958 desapareceu por 11 dias e, ao retornar, afirmou ter sido levado por extraterrestres ao planeta Acart. "Temos todo o acervo completo doado pela família, em 2001. Temos a famosíssima máquina fotográfica que teria ido para o planeta Acart", afirma Hernán Mostajo, historiador e diretor do museu.

O segundo caso é o de Antônio Nelson Tasca, de Chapecó (SC), que teria sido abduzido em 1983. "Temos a calça, a camisa e inclusive o dinheiro que ele portava no bolso quando desapareceu", conta Mostajo. Segundo o relato, Tasca teria visitado o fundo dos oceanos e tido dois filhos híbridos com uma extraterrestre. O historiador destaca ainda uma cicatriz de terceiro grau nas costas do homem, que não teria sentido dor ao ser examinado após o retorno.

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Único museu de ufologia oficial da América Latina

De acordo com Hernán Mostajo, o Museu Victor Mostajo é o único do gênero com registro oficial no Instituto Brasileiro de Museologia (Ibram) e no Instituto Latino-Americano de Museus (Lam). "Temos um museu em Corrientes, na Argentina, mas não é registrado nos meios oficiais. Recentemente, no Chile, surgiu um novo museu que estão oficializando. Sem esses registros, é simplesmente uma sala temática", explica. Ele também esclarece que o espaço em Varginha (MG) é um memorial temático, não um museu oficial.

Turismo pedagógico e observatório astronômico

Além do acervo ufológico, o museu busca incentivar o turismo pedagógico e astronômico. Conta com o Observatório Bioastronômico Cosmos, aberto a visitações. A maioria dos visitantes são estudantes em excursões escolares, além de interessados em ufoturismo. "Temos os dois maiores clássicos dos anos 1960 e 1980 de supostos abduzidos no museu", completa Mostajo.

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