Autoridades de Mianmar incineraram dezenas de toneladas de entorpecentes apreendidos, avaliados em mais de R$ 2,5 bilhões, em uma operação realizada no Dia Internacional contra o Tráfico de Drogas. O governo local acusou grupos rebeldes de impulsionar o narcotráfico, aproveitando-se da instabilidade política gerada pela guerra civil.
Detalhes da operação
A destruição das drogas ocorreu em um evento público, onde foram queimadas principalmente metanfetaminas, além de outros entorpecentes. As apreensões foram realizadas ao longo dos últimos meses em diversas regiões do país, que enfrenta conflitos armados entre o exército e milícias étnicas.
Segundo as autoridades, a guerra civil tem favorecido a expansão do narcotráfico, pois grupos insurgentes utilizam o comércio de drogas para financiar suas atividades. “O tráfico de drogas se tornou uma das principais fontes de receita para os grupos armados, ameaçando a estabilidade nacional”, afirmou um porta-voz do governo.
Impacto do narcotráfico
Mianmar é um dos maiores produtores de metanfetaminas do mundo, especialmente na região do Triângulo Dourado, que faz fronteira com Tailândia e Laos. A produção e o tráfico de drogas têm se intensificado desde o golpe militar de 2021, que mergulhou o país em uma crise política e econômica.
A operação de incineração visa demonstrar o compromisso do governo no combate ao narcotráfico, mas críticos apontam que a destruição de drogas não resolve o problema estrutural, que está ligado à instabilidade política e à pobreza.
Reações e perspectivas
Organizações internacionais de direitos humanos alertam que a guerra civil em Mianmar cria um ambiente propício para o tráfico de drogas, com a cumplicidade de forças governamentais e rebeldes. Enquanto isso, a população civil sofre com a violência e a falta de acesso a serviços básicos.
O governo de Mianmar, por sua vez, promete intensificar as operações de repressão ao tráfico, mas a comunidade internacional cobra medidas mais efetivas para combater as causas do problema.



