O líder da oposição alemã, Friedrich Merz, prometeu uma resposta contundente do governo após um ataque a faca durante a Parada do Orgulho LGBT em Berlim, que deixou três pessoas feridas no último sábado. Em pronunciamento, Merz classificou o episódio como "um ataque aos nossos valores democráticos" e cobrou medidas imediatas de segurança.
Detalhes do ataque
O incidente ocorreu por volta das 17h, quando um homem de 27 anos, identificado como alemão de origem síria, investiu contra participantes do evento na região de Kreuzberg. Segundo a polícia, o suspeito agiu sozinho e foi detido minutos depois por populares e agentes presentes. Três pessoas foram hospitalizadas, uma delas em estado grave. As vítimas têm entre 22 e 45 anos.
Testemunhas relataram confusão e pânico no local. "Foi um momento de terror. As pessoas corriam para todos os lados", disse Anna Weber, voluntária do evento, ao jornal local. A Parada do Orgulho de Berlim, que reúne anualmente mais de 500 mil participantes, ocorria sem incidentes graves desde 2019.
Reação política e promessa de Merz
Friedrich Merz, presidente da União Democrata-Cristã (CDU) e candidato a chanceler, afirmou que o governo precisa agir com dureza contra o extremismo. "Não vamos tolerar que o ódio e a violência ataquem a liberdade de expressão e a diversidade", disse Merz em entrevista coletiva nesta segunda-feira. Ele prometeu apresentar um pacote de segurança reforçada para eventos públicos, com aumento do policiamento e monitoramento de suspeitos.
O ataque reacendeu o debate sobre a integração de imigrantes e a radicalização. Dados do Ministério do Interior indicam que crimes de ódio contra a comunidade LGBT aumentaram 18% em 2025 na Alemanha, somando mais de 1.200 ocorrências. Organizações de direitos humanos criticam a demora do governo em implementar políticas de prevenção.
Investigacão em andamento
A polícia de Berlim investiga o ataque como crime de ódio com motivação extremista. O suspeito, que já tinha passagens por agressão, está sob custódia e deve responder por tentativa de homicídio. O promotor público, Klaus Richter, afirmou que há indícios de ligação com grupos radicais islâmicos, mas ainda não há confirmação oficial.
Enquanto isso, a comunidade LGBT organiza vigílias e protestos para pressionar o governo. "Precisamos de ações, não apenas palavras", declarou Maria Schmidt, presidente da associação Berlin Pride. A parada deste ano foi encerrada mais cedo, mas os organizadores prometem retomar o evento em 2027 com segurança ampliada.
O chanceler Olaf Scholz, do Partido Social-Democrata, ainda não se manifestou diretamente sobre o ataque, mas sua assessoria informou que o Ministério do Interior está acompanhando o caso. A oposição, liderada por Merz, aproveita o episódio para criticar a política de segurança do governo, classificando-a como "leniente" diante do extremismo.
Impacto social e próximos passos
O ataque reacendeu o medo entre minorias na Alemanha. Dados de 2025 mostram que crimes anti-LGBT são os que mais crescem no país, com 45% dos casos não denunciados por receio de retaliação. Especialistas alertam que a retórica política pode exacerbar a tensão.
Merz prometeu que, se eleito, criará uma delegacia especializada em crimes de ódio e ampliará as penas para infratores reincidentes. "A segurança de todos os cidadãos, independentemente de sua orientação sexual, é inegociável", concluiu o líder da oposição.



