Marroqueses na Copa: 1 em cada 4 jogadores nasceu fora do país
Marrocos na Copa: 1 em cada 4 jogadores nasceu fora

Levantamento do centro de migrações da Universidade de Oxford revelou que, nesta Copa, quase um em cada quatro jogadores convocados por Marrocos nasceu num país diferente. A seleção marroquina, que enfrenta a França nesta quinta-feira (9), é um exemplo da diáspora do país.

Marrocos: destino turístico entre desertos e montanhas

Não há nada mais impressionante que o céu claro da Linha do Equador banhando as dunas frias do Saara. E não há país melhor para ver esse sutil espetáculo do que o Marrocos. Uma terra onde podemos encontrar montanhas, desertos e planícies, com clima variando de frio a um calor de dar tontura.

A França, adversário do Marrocos nesta quinta (9) na Copa, pode até ser o país mais visitado do mundo, mas, em relação aos atrativos turísticos, o destino no topo da África, cujo povo correntemente também fala francês, não fica atrás. Bem na embocadura do Mar Mediterrâneo, passando pelo Estreito de Gibraltar e chegando até o Oceano Atlântico, há esse ponto de encontro entre culturas árabes, africanas e europeias.

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O que fazer no Marrocos?

Em uma viagem pelo país, é possível visitar a inesquecível Cordilheira do Atlas; souks com produtos, muitas vezes, novos aos olhos do viajante brasileiro; ruínas de castelos e palácios; centros históricos centenários, chamados de medinas; ou alguns dos jardins mais belos do mundo. Confira:

Marrakech

Praça Jemaa el-Fna – É um dos principais espaços culturais de Marrakech e tornou-se um dos símbolos mais importantes da cidade desde a sua fundação, no século 11. Nela, podemos encontrar tradições culturais populares do país, como encantadores de serpentes, mulheres fazendo pinturas corporais ancestrais e barracas de artesanato e comidas típicas. Também há grupos de Gnawa, manifestação com música, dança e ritual de transe, declarada Patrimônio Cultural Imaterial pela Unesco. Situada na entrada da medina, o centro histórico da cidade, esta praça triangular, rodeada por restaurantes, bancas e edifícios públicos, oferece uma vivência urbana tipicamente árabe.

Souk Semmarine – Localizado próximo à Praça Jemaa el-Fna, o mercado é composto por becos e ruas estreitas que formam um verdadeiro labirinto de lojas. No Souk Semmarine, você encontra de tudo: versões modernas de peças tradicionais, vendedores de tapetes antigos, alfaiates que fazem kaftans maravilhosos, lojas de móveis e objetos, herbalistas que preparam cremes para a pele, barracas de especiarias e souvenirs. Fica aqui uma dica valiosa se quiser comprar algo: sempre negocie. A barganha é cultural, e os preços são jogados lá em cima pelos vendedores. Apenas com uma boa lábia, é normal conseguir descontos de 50% ou mais em qualquer produto.

Le Jardin Secret – Construído segundo os princípios dos jardins islâmicos, aproximando o mundo terreno do divino por meio da arquitetura geométrica, o Jardim Secreto oferece uma experiência imersiva com fontes, piscinas e caminhos meticulosamente projetados, refletindo a arte do paisagismo em Marrakech ao longo dos séculos.

Túmulos sádidas – Neste mausoléu coletivo em Marrakech, estão sepultados cerca de 60 membros da dinastia sádida, que reinou o Marrocos nos séculos 16 e 17. O edifício foi erguido durante o reinado de Amade Almançor, entre 1578 e 1603. A construção tem três divisões; na mais imponente delas com 12 colunas e decorada com cedro esculpido, está sepultado o seu fundador.

Palácio da Bahia – Situado na parte antiga da cidade, foi construído no fim do século 19 em estilo árabe andaluz e marroquino. Seus jardins ocupam uma área de 8.000 m² com 150 divisões que separam pátios interiores. Considerado uma das construções mais belas do Marrocos, o monumento combina intrincados trabalhos em marchetaria, deslumbrantes azulejos em mosaicos geométricos (técnica chamada de zellij) e tetos ornamentados.

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Fez

Curtume Chouara – Os curtumes são repletos de tonéis de pedra cheios de corantes ou líquidos brancos com amônia feita a partir de fezes de pombos para amaciar o couro. Por isso, o cheiro não é lá um dos mais agradáveis. Mas os artigos de couro produzidos são belíssimos e exportados para todo o mundo. O Chouara é o principal de três curtumes de Fez, sendo também o mais antigo.

Medersa Bou Inania – É uma das mais belas escolas corânicas (instituições islâmicas) de Fez. Construída no século 14, ela se destaca pelos mosaicos coloridos, entalhes em madeira e detalhes em estuque que impressionam os visitantes.

Mellah, antigo bairro judeu – O antigo bairro judeu revela uma parte importante da diversidade cultural marroquina. Suas ruas estreitas e construções com varandas de madeira contrastam com a arquitetura tradicional da medina. Caminhar por Mellah é uma ótima oportunidade para conhecer mais sobre a comunidade judaica que viveu na cidade durante séculos.

Dar el Makhzen – Localizado próximo ao bairro judeu Mellah, a residência oficial da família real em Fez ocupa uma vasta área cercada por muralhas. Embora o interior não seja aberto ao público, sua imponente fachada atrai visitantes do mundo inteiro. Os enormes portões dourados, cercados por mosaicos zellig e detalhes esculpidos, estão entre os cenários mais fotografados da cidade.

Mausoléu de Moulay Idris – Abriga o túmulo de Moulay Idris II, considerado o fundador espiritual de Fez e uma das figuras mais importantes da história marroquina. O complexo religioso é um dos lugares mais sagrados do país e atrai peregrinos de diversas regiões ao longo do ano.

Kissaria – Este é um dos mercados mais tradicionais e movimentados de Fez, localizado no centro histórico, a medina. Coberta por passagens estreitas e repleta de pequenas lojas, a Kissaria reúne uma enorme variedade de produtos, como tecidos, joias, especiarias, perfumes e artesanato local.

Dar Batha – Erguido no fim do século 19, o antigo palácio abriga um museu dedicado à arte e ao artesanato marroquino. Seu acervo inclui cerâmicas, trabalhos em madeira, tecidos e outros objetos que ajudam a contar a história cultural de Fez e de Marrocos.

Casablanca

Mesquita Hassan II – A atração principal de Casablanca é a segunda maior mesquita do mundo e a única aberta aos não muçulmanos no Marrocos. A Hassan II, construída à beira-mar, ostenta minaretes que ultrapassam os 210 m de altura e é riquíssima em detalhes nos mosaicos marroquinos. Além de mesquita para até 100 mil fiéis, o edifício tem algumas outras funções: é uma madrassa (escola islâmica) com salas de conferências, hamames (banhos) e bibliotecas especializadas.

Antiga Medina – Nas proximidades do porto, descubra o baluarte da Sqala, um complexo fortificado do século 18. Hoje funciona lá um café-restaurante chique onde você pode desfrutar de deliciosas especialidades locais. Não muito longe fica a Antiga Medina. Reconstruído após o terremoto de 1755, o centro histórico é o mais recente do país e um dos mais interessantes também: por detrás das suas paredes, a arquitetura árabe mistura-se com inspirações francesas, portuguesas e espanholas.

Rick’s Café – Um dos lugares mais visitados de Casablanca é o Rick’s Café. O espaço faz referência ao cenário do clássico de Hollywood que leva o nome da cidade. Oferece bom jazz ao vivo e delicioso jantar, mesmo que os preços sejam um pouco inflacionados.

Parc de la Ligue Arab e Catedral do Sacré Couer – Cercado por avenidas importantes de Casablanca, o Parc de la Ligue Arab é um refúgio cheio de lindos jardins e fontes de água. Praticamente dentro do parque também fica a Catedral do Sacré Couer. O templo foi inaugurado em 1930, durante a ocupação francesa de Marrocos, e tem arquitetura neogótica. A antiga igreja, de fachada branca e vitrais coloridos no interior, foi convertida em centro cultural.

Outros pontos interessantes

Ouarzazate – Conhecida como a Hollywood do Deserto, Ouarzazate é uma cidade no sul do Marrocos, a cerca de 200 km de Marrakech. Famosa por seus estúdios cinematográficos e por abrigar o espetacular complexo fortificado de Aït Benhaddou, a cidade é o ponto de partida ideal para expedições ao Deserto do Saara. O Atlas Studios conserva cenários originais de produções gigantescas como Gladiador, A Múmia e Game of Thrones.

Merzouga – É uma pequena aldeia berbere no sudeste do Marrocos, próxima da fronteira com a Argélia, famosa por ser a principal porta de entrada para as dunas de Erg Chebbi, no Deserto do Saara. É o destino ideal para quem busca vivenciar a cultura nômade, passeios de camelo e noites sob um céu estrelado.

Chefchaouen – Conhecida como a Pérola Azul, Chefchaouen é uma charmosa cidade nas montanhas do Rife, no noroeste do Marrocos. Mundialmente conhecido por suas ruelas labirínticas, paredes e escadarias pintadas em diferentes tons de azul, o destino tem uma atmosfera tranquila. Dentro da medina, a Praça Uta El Hamman é perfeita para se sentar em um dos diversos cafés, observar o movimento e experimentar o tradicional chá de menta marroquino.

Tânger – Nesta cidade portuária no extremo norte do Marrocos, o Oceano Atlântico encontra o Mar Mediterrâneo, a apenas 14 km da Espanha. Conhecida por sua rica mistura de influências árabes, berberes e europeias, a porta de entrada da África é famosa por sua medina e kasbah (parte fortificada). A cerca de 15 km do centro se encontra a Gruta de Hércules, onde, segundo a tradição mitológica, o deus grego teria descansado na parte final dos 12 trabalhos.