Mais da metade dos países da Copa tem falhas de liberdade de imprensa, diz RSF
Maioria dos países da Copa falha em liberdade de mídia

Um novo relatório da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) aponta que mais da metade dos países classificados para a Copa do Mundo de 2026 apresentam falhas significativas na liberdade de imprensa. Das 32 seleções que disputarão o torneio, 21 foram classificadas como tendo situações "problemáticas", "difíceis" ou "muito graves" no ranking mundial de liberdade de imprensa.

Panorama geral da liberdade de imprensa entre os participantes

De acordo com a RSF, apenas 11 dos países participantes gozam de uma situação considerada "boa" ou "satisfatória" para a imprensa. Entre os destaques positivos estão Noruega, Dinamarca e Suíça, que ocupam as primeiras posições no ranking global. Por outro lado, nações como Catar, Arábia Saudita e China figuram entre as piores colocadas, com restrições severas à liberdade de expressão.

O estudo revela que a média de liberdade de imprensa entre os países da Copa é inferior à média global, o que acende um alerta para a organização. "É preocupante que um evento que celebra a união entre nações tenha tantos participantes onde jornalistas são perseguidos e a mídia é controlada", afirmou Christophe Deloire, secretário-geral da RSF.

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Comparação com edições anteriores

Em relação à Copa do Mundo de 2022, no Catar, o número de países com problemas de liberdade de imprensa aumentou. Na ocasião, 18 das 32 seleções estavam em situação crítica. Agora, o número subiu para 21, indicando uma piora no cenário global. "A tendência é alarmante. Governos autoritários estão cada vez mais presentes no futebol internacional", destacou Deloire.

Entre os países que pioraram sua classificação desde 2022 estão Rússia e Hungria, que implementaram leis restritivas à imprensa nos últimos anos. Já nações como Senegal e Marrocos mantiveram-se estáveis, mas ainda em patamares considerados insatisfatórios.

Impacto no torneio e na cobertura midiática

A RSF alerta que a falta de liberdade de imprensa nos países-sede e participantes pode comprometer a cobertura jornalística do evento. Jornalistas que cobrirem a Copa podem enfrentar censura, assédio ou até mesmo prisão, especialmente em nações com histórico de repressão. "A FIFA tem a responsabilidade de garantir condições dignas de trabalho para a imprensa durante o torneio", cobrou a organização.

A entidade também pede que as federações de futebol dos países envolvidos se posicionem contra violações à liberdade de expressão. "O esporte não pode ser usado como vitrine para regimes que silenciam vozes", concluiu Deloire.

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