Kim Jong-Un promete estreitar laços com a China em mensagem a Xi Jinping
Kim Jong-Un promete laços mais fortes com a China

O líder norte-coreano, Kim Jong-Un, enviou uma mensagem ao presidente chinês, Xi Jinping, prometendo estreitar os laços entre os dois países. A mensagem foi enviada por ocasião do 105º aniversário do Partido Comunista Chinês, celebrado em 1º de julho de 2026. Na carta, Kim destacou o compromisso da Coreia do Norte em manter relações estáveis e sólidas com a China.

Cúpula histórica em Pyongyang

A mensagem surge semanas após Xi Jinping ter realizado uma rara visita oficial a Pyongyang, sua primeira desde 2019. A cúpula foi considerada "histórica" por analistas, marcando um reaquecimento das relações bilaterais após um período de distanciamento devido à pandemia de Covid-19 e às sanções internacionais contra a Coreia do Norte.

Durante a visita, Xi e Kim discutiram temas como cooperação econômica, segurança regional e a situação na península coreana. A China reafirmou seu apoio à Coreia do Norte em meio às pressões lideradas pelos Estados Unidos.

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China: principal parceiro econômico

Apesar da recente aproximação da Coreia do Norte com a Rússia, especialmente no contexto da guerra na Ucrânia, a China continua sendo o principal parceiro econômico de Pyongyang. O comércio bilateral, embora afetado por sanções, ainda é vital para a economia norte-coreana, fornecendo alimentos, energia e bens de consumo.

Especialistas apontam que a mensagem de Kim a Xi busca reafirmar a prioridade da aliança com a China, em um momento em que a Coreia do Norte tenta equilibrar suas relações com Pequim e Moscou. "A China é o esteio econômico da Coreia do Norte, e Kim não pode se dar ao luxo de alienar Xi", afirmou um analista do Instituto de Estudos Asiáticos.

Implicações regionais

O fortalecimento dos laços entre China e Coreia do Norte tem implicações diretas para a segurança regional. Os Estados Unidos e seus aliados, como Coreia do Sul e Japão, monitoram de perto os movimentos de Pyongyang, especialmente em relação ao seu programa de mísseis e nuclear.

A China, por sua vez, tem atuado como mediadora em negociações multilaterais, defendendo uma solução pacífica para a península coreana. No entanto, críticos argumentam que Pequim não exerce pressão suficiente sobre Pyongyang para conter seus avanços militares.

A mensagem de Kim Jong-Un a Xi Jinping reforça a aliança estratégica entre os dois países, em um cenário geopolítico cada vez mais complexo.

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