Irã realiza ataques contra bases militares no Bahrein e Kuwait
O comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária do Irã, Majid Mousavi, prometeu nesta sexta-feira, 17, que Teerã não interromperá seus ataques na região até que os Estados Unidos parem de atacar a costa sul do Irã e o Estreito de Ormuz. Em uma publicação nas redes sociais, Mousavi afirmou que “Teerã e o sul são um só e indivisíveis como o Irã”, acrescentando que “ataques eficazes e direcionados, partindo de todo o território iraniano contra o inimigo, continuarão” até que as ofensivas contra “a costa sul e o Estreito de Ormuz” cessem.
EUA ampliam ofensiva e atingem infraestrutura civil iraniana
Os Estados Unidos ampliaram a ofensiva contra o Irã e atingiram pontes, portos e outras infraestruturas civis e energéticas do país durante a madrugada desta sexta-feira. Segundo a mídia estatal iraniana, os bombardeios deixaram ao menos oito mortos e 20 feridos e atingiram um aeroporto, uma estação ferroviária e duas pontes, marcando uma mudança na estratégia americana após o presidente Donald Trump ameaçar atacar estruturas consideradas essenciais para o funcionamento do país.
Setor energético iraniano sofre sobrecarga
O Ministério da Energia do Irã afirmou que instalações do setor energético no sul do país também foram atingidas, provocando sobrecarga na rede elétrica. Diante do cenário, o governo orientou a população a reduzir o consumo de eletricidade e desligar aparelhos de ar-condicionado nos horários de maior demanda, mesmo com as altas temperaturas registradas em algumas regiões.
Retaliação iraniana atinge posições dos EUA e aliados
Em resposta, o Irã lançou uma série de ataques contra posições militares dos Estados Unidos e de seus aliados no Oriente Médio. A Guarda Revolucionária afirmou ter atacado sistemas de radar e aeronaves militares americanas no Catar e em Omã, além de instalações dos EUA na Jordânia e no Kuwait. Segundo as autoridades iranianas, a ofensiva foi uma retaliação aos bombardeios realizados por Washington.



