O regime iraniano passou por transformações profundas desde a guerra provocada por Estados Unidos e Israel, que resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei. Seu sucessor, Mojtaba Khamenei, detém poder simbólico, enquanto uma junta radical das Guardas Revolucionárias assumiu o comando do país, negociando em posição de força com o presidente americano Donald Trump.
Junta militar assume o poder
Internamente, a junta não lida com questões domésticas, que foram delegadas ao presidente moderado Masoud Pezeshkian. A guerra reprimiu protestos e gerou mudanças sociais significativas, tornando o regime mais militarista, nacionalista, laico e ousado.
Segundo o colunista Guga Chacra, do Globo, a estrutura de poder iraniana foi alterada de forma drástica. "O Irã deixou de ser um regime dos aiatolás para se tornar um regime militar", afirmou o analista.
Impacto regional e negociações
As transformações no Irã têm impacto direto no Oriente Médio. O Hezbollah, grupo libanês aliado de Teerã, agradeceu ao Irã por incluir o Líbano no acordo para encerrar a guerra na região. A nova junta militar iraniana negocia com Trump em posição de força, o que pode redefinir as relações de poder no Oriente Médio.
Especialistas apontam que a guerra e a ascensão dos militares ao poder no Irã representam uma mudança de paradigma, com consequências imprevisíveis para a estabilidade regional.



