França encerra Copa 2026 e deixa legado de luta contra racismo
França encerra Copa 2026 e deixa legado antirracista

A França encerra sua participação na Copa do Mundo 2026 neste sábado, 18, quando enfrenta a Inglaterra na disputa pelo terceiro lugar. A seleção, que era apontada como favorita ao título e buscava o terceiro troféu mundial, foi eliminada nas semifinais pela Espanha. A derrota em campo, no entanto, não apaga o protagonismo de alguns de seus principais jogadores na luta contra o racismo, que se tornou uma marca da equipe fora dos gramados.

Ativismo como herança: Marcus Thuram segue os passos do pai

O centroavante Marcus Thuram herdou do pai, o ex-jogador Lilian Thuram, o engajamento em causas sociais. Conhecido por exigir punições severas contra atos racistas, Marcus participou de protestos dentro de campo em 2020 pela morte de George Floyd, nos Estados Unidos. Sua postura firme o coloca como uma das vozes mais ativas no combate ao preconceito no futebol francês.

Mbappé: alvo de racismo e símbolo de resistência

O capitão e maior artilheiro da história da seleção francesa, Kylian Mbappé, também se destaca como um dos atletas mais vocais contra o racismo, sendo igualmente um dos principais alvos de ataques. O racismo quase o fez abandonar a seleção após a Eurocopa 2020, quando xingamentos por perder um pênalti decisivo contra a Suíça levaram à eliminação do time. Em entrevista à Sports Illustrated, Mbappé explicou por que não desistiu: “Essa é a nova França. É por isso que não abri mão da seleção, pois é uma mensagem para a geração jovem: ‘Somos mais fortes do que isso’”.

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Durante esta Copa, Mbappé foi novamente alvo de ofensas racistas após a França eliminar o Paraguai, vindas da senadora paraguaia Celeste Amarilla. O jogador respondeu, chamando-a de “mulher desprezível” e “indigna” de seu cargo, e recebeu apoio do técnico Didier Deschamps e de companheiros de equipe.

Tchouameni e a luta contra o preconceito

Em caso semelhante, Aurelien Tchouameni sofreu ataques racistas após perder um pênalti na final da Copa anterior. O meio-campista tem denunciado os crimes sofridos dentro e fora dos gramados, inclusive contra colegas como o brasileiro Vinícius Jr. Sua posição reforça o compromisso do elenco francês com a causa.

Atletas brasileiros na vanguarda: Vini Jr. e Sócrates

Vinícius Jr., do Real Madrid, é hoje um dos principais nomes globais na luta contra o racismo no esporte. Vítima de diversos episódios desde que chegou à Europa, suas denúncias levaram a FIFA a criar a chamada “Lei Vini Jr.”, que prevê a exclusão imediata de jogadores que cubram a boca para proferir insultos racistas ou discriminatórios. Antes dele, o brasileiro Sócrates, falecido em 2011, já havia iniciado essa batalha. Em um livro, ele relatou um episódio de racismo contra o goleiro Jairo, partindo de um dirigente do Corinthians, quando Sócrates e os demais jogadores se posicionaram contra o autor do crime.

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