Equipes de resgate na China localizaram mais 30 corpos nos escombros de um deslizamento de terra ocorrido em 17 de julho no município de Chongqing, no sudoeste do país, elevando o número total de vítimas fatais para 41. O desastre arrastou edifícios residenciais em uma área montanhosa, soterrando dezenas de moradores. As autoridades confirmaram a identidade das novas vítimas por meio de testes de DNA, após descartar qualquer sinal de vida nos destroços.
Nova contagem de vítimas
Inicialmente, o balanço oficial apontava 11 mortos, mas com a recuperação de mais 30 corpos nas últimas 48 horas, o número saltou para 41. Segundo a agência local de gestão de emergências, as buscas continuam em alguns pontos, mas a probabilidade de encontrar sobreviventes é considerada remota. O deslizamento atingiu principalmente uma comunidade de baixa renda, onde casas precárias foram soterradas por toneladas de lama e rochas.
Operação de resgate
Mais de 500 socorristas, incluindo bombeiros, militares e voluntários, foram mobilizados para as operações. Máquinas pesadas foram usadas para remover os escombros, mas o terreno acidentado e as chuvas contínuas dificultaram o trabalho. As autoridades montaram abrigos temporários para as famílias desalojadas e forneceram assistência psicológica aos parentes das vítimas.
Contexto de desastres
O deslizamento em Chongqing ocorreu menos de duas semanas após outro deslizamento de terra na província de Gansu, no noroeste do país, que soterrou 33 pessoas e deixou 21 mortos. Especialistas apontam que as chuvas intensas das últimas semanas, agravadas por mudanças climáticas, têm aumentado o risco de deslizamentos em regiões montanhosas da China. O governo chinês prometeu reforçar o monitoramento de áreas de risco e investir em sistemas de alerta precoce.
Impacto e reações
A tragédia gerou comoção nacional, e o presidente chinês expressou condolências às famílias. Organizações de direitos humanos cobraram melhorias na infraestrutura de habitação em zonas vulneráveis. Enquanto isso, equipes de resgate seguem em alerta máximo, pois a previsão do tempo indica mais chuvas para os próximos dias, o que pode provocar novos deslizamentos.



