Pela terceira vez em julho de 2026, Cuba sofreu um apagão geral que deixou milhões de pessoas sem energia elétrica em todo o país. O blecaute ocorreu na madrugada desta terça-feira (14), segundo informações oficiais.
Falhas na rede elétrica e crise de combustível
O governo cubano atribuiu o apagão a falhas na rede elétrica e à escassez de combustível, que afeta a geração de energia nas termelétricas. A situação é crítica, com apagões recorrentes e racionamentos programados.
O apagão geral desta terça-feira começou por volta das 2h (horário local) e afetou todas as províncias, incluindo Havana. A União Elétrica (UNE) informou que equipes técnicas trabalham para restabelecer o serviço, mas não há previsão de normalização total.
Impacto na população e na economia
A falta de energia elétrica afeta serviços essenciais, como hospitais, abastecimento de água e comunicações. A população enfrenta dificuldades para conservar alimentos e medicamentos. Pequenos negócios e indústrias também sofrem com as paralisações.
Segundo o Ministério de Energia e Minas, o país tem capacidade de geração de cerca de 5.000 MW, mas a demanda chega a 6.500 MW, com déficit de 1.500 MW. A crise se agravou com a redução das importações de petróleo, principalmente da Venezuela e da Rússia.
Medidas do governo e protestos
O governo cubano anunciou medidas para tentar conter a crise, como a instalação de geradores a diesel em pontos estratégicos e a importação de painéis solares. No entanto, a população está insatisfeita com a falta de soluções duradouras.
Nas últimas semanas, houve protestos em várias cidades contra os apagões e a escassez de produtos básicos. A polícia reprimiu algumas manifestações, gerando críticas de organizações de direitos humanos.
Contexto histórico e perspectivas
Cuba enfrenta uma das piores crises energéticas desde o Período Especial dos anos 1990. A infraestrutura elétrica está obsoleta, com usinas com mais de 40 anos de operação. A falta de investimento e as sanções econômicas dos EUA agravam o problema.
Analistas preveem que a situação deve continuar nos próximos meses, já que a recuperação depende de investimentos externos e da melhoria do fornecimento de combustível. O governo busca acordos com China e Rússia para renovar a matriz energética.



